PC conclui que pastor foi alvo de falsa denúncia de importunação sexual em MG

Postado em: 16-06-2022 às 17h38
Por: Ana Bárbara Quêtto
Caso condenados, a pena pelo crime de denunciação caluniosa de ação penal pública incondicionada é entre dois e oito anos de prisão. | Foto: Reprodução

A 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil de João Monlevade (4º DRPC) apresentou o inquérito que conclui a denúncia de importunação sexual contra o pastor Luiz Henrique da Silva, como falsa.

O anúncio ocorreu nesta terça-feira (14/6), durante uma entrevista coletiva, convocado pelo próprio 4º DRPC, em Minas Gerais. As investigações começaram no dia 10 de maio deste ano.

Entenda o caso

Desde 2020, uma mulher de 40 anos vinha denunciando o pastor por importunação sexual. A última denúncia foi em 26 de abril. Após a queixa, o então presidente da Assembleia de Deus – Templo Arca, foi afastado de todas as funções eclesiásticas, ministeriais e administrativas.

Logo em seguida, a Polícia Civil de João Monlevade começou a investigar a declaração da mulher, colhendo depoimentos. Dessa forma, depois de quase 200 páginas do inquérito, a justiça chegou a conclusão de que a denúncia teria sido caluniosa.

Assim, a PC concluiu que a denúncia foi motivada pelo descontentamento dos fiéis acerca da gestão do pastor. Com isso, os cristãos formaram um grupo opositor para discutir as mudanças implementadas pelo pastor na Assembleia de Deus.

Segundo a Policia Civil, a denunciante teria se incomodado com as respostas dadas aos seus questionamentos, pelo religioso. Por isso, se uniu a outros fiéis da igreja, com o intuito de prejudicar o religioso. Além de tira-lo da liderança do Ministério para o Campo Monlevade e Itabira.

Inquérito

De acordo com a delegada Camila Alves, da Polícia Civil, a mulher, que antes era denunciante, agora é ré do caso. A crente participou de um conluio, com alinhamento entre as partes, ou seja, por livre e espontânea vontade.

Ela está sendo indiciada pelo crime de denunciação caluniosa, em conjunto com outros dois fiéis da igreja. Além dos três, mais quatro membros foram indiciados por falso testemunho.

Embora o inquérito aponte que as denúncias foram caluniosas, com base nos depoimentos e provas recolhidas, a ré ainda não confessou e permanece fiel a sua narrativa.

O inquérito também concluiu que a antiga vítima mantinha um contato constante com o pastor, inclusive por aplicativos de mensagens. Apesar de apontar que as conversas começaram em 2020, a mulher continuou falando com Luiz.

Caso condenados, a pena pelo crime de denunciação caluniosa de ação penal pública incondicionada é entre dois e oito anos de prisão.

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