“Meu peito está todo necrosado”, diz mulher mantida em cárcere privado em Duque de Caxias; entenda

Na segunda (18/7), a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ) fez uma operação para prender o médico Bolívar Guerrero Silva, responsável pela cirurgia plástica.

Postado em: 20-07-2022 às 17h24
Por: Ícaro Gonçalves
Na segunda (18/7), a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ) fez uma operação para prender o médico Bolívar Guerrero Silva, responsável pela cirurgia plástica | Foto: Reprodução

Daiana Chaves Cavalcanti, moradora de Duque de Caxias (RJ) que declarou ter sido mantida em cárcere privado no Hospital Santa Branca, disse terça-feira (19/7) estar sofrendo uma necrose em parte de seu seios.

“Eu só queria que me tirassem daqui, para outro médico me acompanhar, porque eu já não aguento mais, já não aguento mais o que esse homem fez comigo. O meu peito está todo necrosado, está doendo tanto”, afirmou.

No inquérito policial entregue à Justiça sobre o caso, a Delegacia de Atendimento à Mulher de (Deam-Caxias) confirmou o estado de saúde de Daiane, informando que “há indícios claros de que a vítima esteja apodrecendo” na unidade particular de saúde.

Continua após a publicidade

Entenda

Na segunda (18/7), a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ) fez uma operação para prender o médico Bolívar Guerrero Silva, responsável pela cirurgia plástica feita na paciente em março desse ano.

Em junho, Daiana teve complicações, e retornou ao hospital para receber cuidados. O médico e a equipe do hospital, porém, teriam dificultado a transferência da paciência. Ela procurou a PCRJ para denunciar um possível cárcere privado.

Até segunda-feira (18), ela ainda não havia sido transferida. A polícia também informou à Justiça que Daiana pode já estar com infecção generalizada, e “à beira da morte”. Outra suspeita da Deam-Caxias é de que a mulher esteja sendo mantida no hospital para “ocultar a atividade criminosa do médico”.

Médico nega cárcere

Em depoimento à polícia, o médico negou que Daiana era mantida em cárcere. Ele disse que a mulher não quis ser transferida e afirmou que dava toda a assistência para ela. Bolívar alegou, ainda, que não houve erro médico e que ela não foi mantida em cárcere privado. Além disso, que ela tinha acompanhante e acesso ao telefone celular.

Veja Também