Pais de bebê de três meses são presos suspeitos de provocar morte da criança por agressões

Gabriel da Silva dos Santos Ferreira e Vitória Carvalho Borges Barria foram condenados por homicídio qualificado da própria filha, Helena Borges Ferreira.

Postado em: 26-07-2022 às 16h59
Por: Victória Vieira
Ao que parece, as agressões iniciaram no fim de abril com hematomas pela perna e rosto da bebê

Os pais de um bebê de 3 meses foram presos nesta terça-feira (26/7) após matá-lo com agressões físicas. Gabriel da Silva dos Santos Ferreira e Vitória Carvalho Borges Barria são suspeitos de homicídio qualificado da própria filha, Helena Borges Ferreira. De acordo com policiais da 135ª DP de Itaocara (RJ), a criança já vinha sofrendo várias agressões e apresentava lesões como fraturas de tíbia e fêmur.

A mãe de Helena tinha o conhecimento sobre o que a criança estava sofrendo e será punida pela a ação. Ao que parece, as agressões iniciaram no fim de abril. O bebê teve hematomas pela perna e rosto. Em um curto período de tempo, Vitória levou a filha ao hospital de Itaocara e foi alertada diversas vezes que Helena estava sofrendo agressões.

Em uma das situações vividas pela criança na Casa de Saúde Pio XII, em Santo Antônio de Pádua, o médico responsável pelo atendimento, Marcelo da Silva Lima Dias, havia dito a mãe sobre o risco da fratura evoluir para morte, caso não fosse feita a imobilização. Entretanto, Vitória não cumpriu as recomendações do médico.

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“Após o bebê sofrer fraturas na tíbia e no fêmur, o médico orientou a mãe sobre a necessidade de mobilização, mas foi inerte, não levou a criança para ser imobilizada. A evolução dessa conduta pode ter culminado na morte da criança”, explicou o delegado Carlos Augusto Guimarães da Silva.

O laudo médico aponta que a criança sofreu contusão abdominal com lesão hepática, lesão do pâncreas e hemorragia peritonial e retroperitoneal, além de contusão do crânio com edema cerebral provocados pela agressão.

Foi na última sexta-feira (23/7), quando a menina deu entrada no Hospital de Itacoatiara. Helena chegou sem respirar, os enfermeiros tentaram realizar manobras de reanimação, porém, não deu certo. O médico plantonista da unidade Raphael Santiago Dias, não emitiu atestado de óbito e chamou a polícia. Ao informar sobre a morte da menina para o pai, ele relata que achou estranho o comportamento “frio” de Gabriel ao receber a notícia.

Em resposta, Gabriel negou as agressões e disse que as manchas roxas no corpo da criança eram consequência de anemia e infecção urinária. 

Os depoimentos de fontes próximas ao casal dizem que o Gabriel era conhecido por ter um “temperamento difícil”. A madrinha da criança, Michelli Correa de Oliveira Souza, foi impedida de conversar com a afilhada após saber das lesões em Helena. Ela disse que o bebê começava a chorar muito e as machas pelo corpo apareciam sempre depois que ela ficava sozinha com o pai. O caso ainda segue sob investigação.

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