Alunos da PUC-SP acusam professor de relativizar ditadura e homofobia

Os comentários sobre a ditadura teriam ocorrido nesta semana, momento em que ocorre uma série de eventos em defesa da democracia na faculdade, marcando os 45 anos da invasão militar no campus

Postado em: 24-09-2022 às 15h05
Por: Lorenzo Barreto
Campus da PUC-SP em Perdizes, na Zona Oeste de SP. — Foto: Reprodução/ Redes sociais

Um professor de direito da Pontifícia Universidade Católica (PUC) em Perdizes, na zona oeste de São Paulo, é acusado de fazer comentários homofóbicos e relativizar a ditadura em sala de aula. Os alunos abriram uma reclamação na ouvidoria da universidade contra o professor.

Os comentários sobre a ditadura teriam acontecido nesta semana, momento em que ocorre uma série de eventos em defesa da democracia na faculdade, marcando os 45 anos da invasão militar no campus. Em 1977, uma ação comandada pelo coronel do Exército Erasmo Dias prendeu estudantes, professores e funcionários da universidade. 

“Recebemos relatos dos comentários homofóbicos há uma semana, ele tinha dito coisas do tipo que não deveria existir beijo gay em novelas. Um dos alunos se sentiu ofendido e não conseguiu permanecer em sala de aula. Nós fomos procurados pela representante de turma da sala e fizemos os trâmites para entrar com uma reclamação na ouvidoria”, afirma João Brandão, presidente do Centro Acadêmico da PUC-SP.

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Paralelamente a isso, o mesmo professor fez alguns comentários relativizando a ditadura militar, falando que não aconteceu. O que é um absurdo, ainda mais na PUC, onde estamos fazendo atos por causa dos 45 anos da invasão na universidade. A própria PUC foi um berço da resistência”, complementou João.

Em nota, a universidade informou que “repudia de forma veemente toda e qualquer forma de discriminação e, desde 2016, estabeleceu diretrizes para professores, estudantes e funcionários, inclusive aos terceirizados no âmbito da Universidade, durante o exercício de suas atividades, sobre assédio moral, sexual, discriminação e desigualdade na Instituição”.

A universidade também informou que os fatos estão sendo apurados e que todos os alunos da turma serão ouvidos, para que as medidas sejam tomadas.

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