Girl Power: 24 de fevereiro é o dia da conquista do voto feminino no Brasil

Postado em: 24-02-2021 às 18h40
Em Goiás, o contingente eleitoral é composto majoritariamente por mulheres | Foto: reprodução

Jordana Ayres

Há exatamente 89 anos, no dia 24 de fevereiro de 1932 o Código
Eleitoral brasileiro, ainda que de maneira restritiva (apenas mulheres casadas
poderiam votar com a permissão do marido e viúvas que tinham renda própria),
passou a assegurar o voto feminino. Essa conquista se tornou um grande marco na história das
lutas feministas em busca de igualdade que perduram até os dias atuais, afinal,
a sociedade apesar de já ter evoluído bastante, quando comparada a aquela época,
ainda é marcada pelo patriarcado.

Atualmente é possível constatar a presença de mulheres que
decidiram assumir a vida pública, encarando carreiras políticas compostas
majoritariamente por homens, como acontece em Goiás. Apesar do contingente
eleitoral ser composto majoritariamente por elas, passando a margem dos 50%,
apenas 9 estão ocupando cargos políticos à frente de cadeiras importantes no poder Legislativo em Goiás e Goiânia. São 5 vereadoras na capital, 2 deputadas estaduais e 2 federais.

Para a delegada e deputada estadual Adriana Accorsi, a
partir do momento em que as mulheres garantiram o direito de voto, elas puderam
interferir no futuro das próprias vidas. “As decisões políticas são, na
verdade, imprescindíveis e importantes já que é na política que se define uma
série de situações que interferem na nossa felicidade, na solução dos nossos
problemas e garantias dos nossos direitos. Essa conquista é de certa forma
muito recente no Brasil e mostra que tudo que construímos foi na base de muito
esforço e muita luta.”

Adriana acredita que para a política seja realmente
democrática e represente a população, ao menos metade dos cargos eletivos
deveriam ser compostos por mulheres, principalmente porque quando estão em postos
de poder e decisão, conseguem pensar nos problemas e angústias de toda a
sociedade. “Tenho certeza que a política seria mais honesta, inclusiva,
transparente e próxima das necessidades. Por exemplo, eu fui a primeira deputada
que fez um projeto criando vagas de emprego e também um fundo para política de
capacitação para mulheres vítimas de violência porque nós sabemos que muitas
delas somente deixam um relacionamento onde são agredidas quando possuem
condição de garantir a sobrevivência dos filhos”, diz. Accorsi também criou emendas parlamentares para construir salas lilás no IML, destinando quase R$ 400 mil
reais para a obra.  

Por: Jordana Ayres
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