Em Israel, grupo de vândalos desfiguram imagens de mulheres expostas nas ruas

O vandalismo vem sendo comparado com práticas de judeus ultraortodoxos.

Postado em: 01-10-2021 às 12h33
Por: Victoria Lacerda
O vandalismo vem sendo comparado com práticas de judeus ultraortodoxos. | Foto: Reprodução

Várias imagens de mulheres estão sendo destruídas em Israel. As imagens incluem jogadoras de futebol, líderes mundiais e até enfermeiras que ajudaram no combate contra a Covid-19. A mais recente destruição, se trata de uma foto encontrada do lado de fora da prefeitura de Jerusalém em exposição com mais de 400 fotos dos sobreviventes do Holocausto. 

O vandalismo vem sendo comparado com práticas de judeus ultraortodoxos e com o grupo Talibã, que são responsabilizados por alguns crimes parecidos, principalmente quando os crimes envolvem muita violência e atos antifeministas. A foto de Peggy Parnass foi a escolhida da vez para ser desfigurada, provavelmente foi escolhida por ela ter sido uma figura feminista importante, atualmente a idosa tem 93 anos.

Segundo a Folha de São Paulo, desde abril, quando a exposição foi aberta em Israel, o retrato de Parnass foi vandalizado cinco vezes: seus olhos e sua boca foram pichados com tinta em spray. Em todas as ocasiões, a imagem foi restaurada e a senhora de cabelos vermelhos voltou a sorrir diante da Cidade Antiga de Jerusalém, região onde há vários espaços sagrados para judeus, cristãos e muçulmanos. 

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As suposições em serem alguns jovens ultraortodoxos os responsáveis do vandalismo vem sendo principalmente em relação ao ataque que ocorreu em 2019 contra um grupo de mulheres que defendiam a igualdade do direito de rezar no Muro, um local da tradição religiosa judaica. 

A prefeitura afirmou que está engajada para conter os atos de vandalismo contra figuras femininas importantes.

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