Anticorpos de infecção anterior não impedem contágio da doença por nova variante

Postado em: 02-12-2021 às 14h34
Por: Almeida Mariano
Cientistas da África do Sul e região estão intensificando as pesquisas para compreender o impacto da nova forma do vírus | Foto: Reprodução

Os anticorpos adquiridos pela primeira infecção de covid-19 não impedem uma pessoa de contrair novamente a doença com a nova variante Ômicron. A informação foi dada por uma pesquisadora da OMS, Anne von Gottberg, na entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (02).

A variante já está presente em pelo menos 22 países, e ainda existem muitas incógnitas sobre essa nova variante do vírus, que tem 32 mutações na sua proteína spike. Os ensaios laboratoriais preliminares sugerem risco de reinfeção, além do potencial de propagação e resistência às vacinas.

“Acreditamos que a infecção anterior não protege contra a Ômicron”, disse Anne von Gottberg, especialista em doenças infecciosas do Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul.

De acordo com a especialista, apesar da investigação estar apenas começando, as observações iniciais sugerem que pessoas anteriormente infectadas podem ter sido vítimas da forma mutante do vírus, muitas vezes com sintomas menos graves.

O número de casos oficiais de covid-19 no continente africano, onde a nova variante foi identificada pela primeira vez, teve um aumento de 54% nos últimos sete dias, até 30 de novembro, em comparação com o mesmo período anterior, devido ao aumento exponencial de infecções na África do Sul.

Em um comunicado, a OMS África afirma que cientistas da África do Sul e região “estão intensificando as pesquisas para compreender a transmissibilidade, gravidade e impacto da Ômicron em relação às vacinas, diagnósticos e tratamentos disponíveis e se ela é responsável pelo mais recente surto de infecções de covid-19”.

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