Sem Bolsonaro, Elon Musk é eleito ‘Personalidade do Ano’ pela revista ‘Time’

Postado em: 13-12-2021 às 16h56
Por: Maria Paula Borges
Editor-chefe da revista afirma que poucas pessoas foram mais influentes que o CEO da Tesla | Foto: reprodução

A revista americana “Time” informou que escolheu Elon Musk como personalidade do ano 2021. A publicação foi feita nesta segunda-feira (13/12) e reconheceu o bilionário de 50 anos, Diretor Executivo (CEO) da fabricante de carros elétricos Tesla e fundador da empresa de exploração espacial SpaceX, por suas empreitadas.

Segundo Edward Felsenthal, editor-chefe da publicação, o ‘Personalidade do Ano’ reconhece a influência de Musk. “Poucas pessoas foram mais influentes que Elon Musk na vida na Terra, e potencialmente fora dela também”, escreveu.

O CEO superou Jeff Bezos, em 2021, se tornando a pessoa mais rica do mundo. O patrimônio de Musk gira em torno de mais de US$ 188 bilhões, ou seja, mais de R$ 1 trilhão.

Em 2020, o reconhecimento foi dado a Joe Biden, então presidente eleito dos Estados Unidos, e sua vice, Kamala Harris, seguindo a tradição da revista em reconhecer futuros mandatários americanos.

Na semana passada, em enquete online da “Time”, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL) foi eleito “Personalidade do Ano de 2021”. Entretanto, o reconhecimento não tem relação com o anúncio feito nesta segunda-feira.

O presidente brasileiro recebeu quase um quarto dos 9 milhões de votos e a revista chamou Bolsonaro de “líder controverso”. Além disso, a publicação afirmou que a escolha dos leitores identifica a pessoa ou grupo mais influente do ano, sendo “para o bem ou para o mal”.

A revista cita ainda críticas de políticos, da Justiça e especialistas da área de saúde à gestão de crise sanitária causada pela Covid-19 e seu ceticismo sobre as vacinas. “Recentemente, Bolsonaro esteve na mira da Suprema Corte brasileira que ordenou uma investigação sobre comentários falsos alegando ligação entre a vacina contra a Covid e a Aids”, ressaltou a “Time”.

A publicação destacou que o político deve concorrer novamente nas eleições de 2022, mas que vem enfrentando uma “crescente rejeição” devido ao direcionamento dado a política econômica.

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