Fome lucrativa: um novo bilionário surgiu a cada 26 horas durante a pandemia, diz estudo

Postado em: 17-01-2022 às 09h50
Por: Ícaro Gonçalves
No Brasil, o estudo estima existirem atualmente 55 bilionários, com uma riqueza total de US$ 176 bilhões. Em contrapartida, a miséria e a fome explodiram no Brasil durante a pandemia | Foto: Reprodução/André Coelho/EFE

Um estudo sobre o crescimento da desigualdade social produzido pela ONG Oxfam revelou que um novo bilionário surgiu no mundo a cada 26 horas desde o início da pandemia de covid-19, decretada em março de 2020. Já as dez pessoas mais ricas do planeta mais que dobraram suas fortunas, passando de US$ 700 bilhões para mais de US$ 1,5 trilhão.

Nomes como o de Elon Musk, da montadora de carros elétricos Tesla; Jeff Bezos, da gigante do varejo Amazon; Bill Gates, da Microsoft; Larry Page e Sergey Brin, ambos do Google, e Mark Zuckerberg, do Facebook, figuram entre as pessoas que tiveram altos lucros, enquanto outros tantos se viram empobrecendo ao redor do mundo.

Segundo o estudo, a pequena elite mundial de 2.755 bilionários viu sua fortuna crescer mais durante a pandemia do que nos últimos 14 anos. Já a renda de 99% da população global caiu, e mais de 160 milhões de pessoas foram empurradas para a pobreza no mesmo período.

A desigualdade de renda contribuiu para a morte de uma pessoa a cada quatro segundos, e estima-se que 17 milhões de pessoas morreram de Covid-19 no mundo, uma escalada de mortes que não era vista desde a Segunda Guerra Mundial.

Os dados levantados pela Oxfam foram compilados para embasar as discussões do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

No Brasil

No Brasil, a ONG estima existirem atualmente 55 bilionários, com uma riqueza total de US$ 176 bilhões. Desde março de 2020, o país ganhou dez novos bilionários. A riqueza deles cresceu 30% na pandemia, o equivalente a US$ 39,6 bilhões.

Em contrapartida, a miséria e a fome explodiram no Brasil durante a pandemia. Em dezembro de 2020, 55% da população brasileira se encontravam em situação de insegurança alimentar, o equivalente a 116,8 milhões de pessoas, e 9% se encontravam em situação de fome, ou 19,1 milhões de pessoas.

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