Ao defender o meio ambiente, Papa Francisco cita música de Roberto Carlos em entrevista

Segundo o Papa, despejar plástico em cursos d’água é “criminoso” e tem que acabar para salvar as futuras gerações

Postado em: 07-02-2022 às 16h30
Por: Maria Paula Borges
Segundo o Papa, despejar plástico em cursos d’água é “criminoso” e tem que acabar para salvar as futuras gerações | Foto: REUTERS/Remo Casilli

Em entrevista ao Canal 3 da emissora estatal RAI, o Papa Francisco defendeu o meio ambiente afirmando que “despejar plástico em cursos d’água é ‘criminoso’ e tem que acabar se a humanidade quiser salvar o planeta para as gerações futuras”. Além disso, o Papa reiterou alguns dos principais temas de seu papado.

Durante a entrevista, o Pontífice condenou gastos excessivos em armamento, defendendo os direitos dos imigrantes e condenando a rigidez ideológica dos conservadores na Igreja.

Em seu pontificado, o Papa tem feito a defesa do meio ambiente um pilar e, na ocasião, contou que pescadores italianos o procuraram e lhe disseram que encontraram várias toneladas de plástico no Mar Adriático. Em outra oportunidade, disseram ao Papa que haviam encontrado o dobro e se encarregaram de ajudar na limpeza um pouco. “Jogar plástico no mar é criminoso. Mata a biodiversidade, mata a Terra, mata tudo”, afirmou.

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O Papa ressaltou ainda a importância de cuidar das gerações, sendo este um processo de educação em que é necessário engajamento. À fala, o Pontífice acrescentou a citação à música do cantor brasileiro Roberto Carlos, em que um menino questiona ao pai sobre porque o rio não canta mais, e o pai responde que já não existe mais.

O gosto musical do Papa também foi tema da entrevista. Questionado, o Pontífice, que fez uma visita surpresa a uma loja de discos de Roma no mês passado, afirmou que gosta principalmente de música clássica e tango.

A respeito da guerra, Francisco afirmou que se a produção de armas fosse paralisada por um ano seria possível alimentar e educar o mundo inteiro. “Pensem nisso. Se parássemos de fabricar armas por um ano, poderíamos alimentar e educar o mundo inteiro. Nos acostumamos com as guerras. É difícil, mas é a verdade”, disse.

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