Vale a pena? Internet com satélites de Elon Musk custará R$ 530 por mês no Brasil

Os planos de internet da Starlink oferecem velocidades de download entre 100 Mb/s (megabytes por segundo) e 200 Mb/s.

Postado em: 10-02-2022 às 10h18
Por: Ícaro Gonçalves
Os planos de internet da Starlink oferecem velocidades de download entre 100 Mb/s (megabytes por segundo) e 200 Mb/s | Foto: Reprodução

A Starlink, rede de internet móvel com uso de satélites que esta sendo desenvolvida pelo bilionário Elon Musk, poderá custar até R$ 530 mensais aos futuros usuários brasileiros. Os valores foram divulgados nesta semana pela empresa, que teve operação autorizada pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) no final de janeiro, sendo válida até março de 2027.

Porém os valores não terminam por ai. Para entrar em funcionamento, o usuário deverá adquirir o chamado “Kit Starlink”, que vem com uma antena, um roteador Wi-Fi, uma fonte de energia, cabos e uma base. O kit deverá custar R$ 2.670, seu frete e manuseio ficará em torno de R$ 365, além dos impostos sobre os produtos.

A empresa ainda não está operando no Brasil. Em seu site, a Starlink afirma que espera iniciar os serviços entre o início e meados de 2022. Por enquanto, já é possível reservar o equipamento para entrega. O atendimento dos pedidos é por ordem de chegada.

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Velocidade

Os planos de internet da Starlink oferecem velocidades de download entre 100 Mb/s (megabytes por segundo) e 200 Mb/s, e uma latência – tempo de resposta entre o comando e a realização – de até 20 ms na maioria dos locais.

Segundo o site da empresa, o pagamento é totalmente reembolsável, e alguns pedidos podem demorar até seis meses para serem entregues. Além do kit, a empresa recomenda instalar um aplicativo da Starlink, que ajuda a determinar o melhor local para instalar a antena que receberá a internet.

Prejuízos

Na terça-feira (8/2), a SpaceX divulgou em seu site que, dos 49 satélites Starlink lançados pela empresa no dia 3 de fevereiro, 40 foram atingidos por uma tempestade geomagnética no dia seguinte ao lançamento.

Com isso, a maioria dos satélites assumiu o modo de segurança, e assumiu as manobras de retorno a atmosfera terrestre. Como são desenhados para não colidir com outros corpos orbitais nem produzir detritos, os satélites se desintegraram completamente na reentrada.

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