Alemanha pede ajuda do Brasil para enviar blindado Gepard para Ucrânia durante guerra

Postado em: 30-04-2022 às 15h16
Por: Cecília Sampaio
O Exército brasileiro adquiriu 34 Gepard 1A2 em 2013 do exército alemão para proteção de grandes eventos que sediaria | Foto: Reprodução

Recentemente a Alemanha recorreu ao Brasil para solicitar envio de blindados Gepard, de defesa antiaérea, à Ucrânia. O Exército Brasileiro  já tentava vendê-los.

O problema tem sido agora em torno das munições. A fabricante Krauss-Maffei Wegmann  tem munição o suficiente para 20 minutos de operação em um blindado, tendo 50 guardados em estoque e apenas 23 mil cartuchos. Atualmente os canhões e suas munições são fabricados na Suíça, país que se mantém neutro durante a guerra, por isso não foi autorizada a exportação.

Esse blindado é o Gepard 1A2 tem capacidades impressionantes com 2 canhões de 35mm que disparam 1100 tiros por minuto alcançando até 5 km. Ele possui autonomia de 550 km e tem velocidade máxima de 65km/h. 

O Exército brasileiro adquiriu 34 Gepard 1A2 em 2013 do exército alemão para proteção de grandes eventos que sediaria: a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em julho de 2013, a Copa do Mundo em 2014, Copa das Confederações em 2014 e os Jogos Olímpicos do Rio em 2016.

Não faz muito tempo que o Brasil procurou a Alemanha para revendê-los e chegou a oferecer também ao Qatar, que comprou 15 blindados diretamente de Berlim para proteção da Copa do Mundo, que será em novembro.

Atualizações da Guerra

Na última sexta-feira (29/4) o comissário da União Europeia, Virginijus Sinkevicius, disse que não podem confiar nas declarações Russas acerca dos próximos passos russos em exclusiva para a CNN. Ele usou o argumento de que por meses Putin disse que não invadiria a Ucrânia e só estava realizando treinamentos.

Ainda na sexta-feira o presidente ucrâniano, Volodymyr Zelensky, declarou que a cidade de Mariupol se tornou um “campo de concentração russo em meio a ruínas”. Em suas palavras ele uma das cidades mais desenvolvidas da região agora encontra-se destruída. 

“A ordem dos ocupantes em Mariupol difere pouco do que os nazistas fizeram na Europa ocupada”, acusou o presidente ucraniano.

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