Mulher fala sobre os dois meses que passou sem ver a luz do sol na durante guerra na Ucrânia

Nesta segunda-feira (2/5)  a Usina Siderúrgica Azovstal, na Ucrânia, sofreu mais um bombardeio russos. É o último reduto de forças ucranianas na

Postado em: 02-05-2022 às 14h29
Por: Cecília Sampaio
Ela contou que recorreram ao local por acreditarem ser seguro, mas acabou se mostrando bastante hostil | Foto: Reprodução

Nesta segunda-feira (2/5)  a Usina Siderúrgica Azovstal, na Ucrânia, sofreu mais um bombardeio russos. É o último reduto de forças ucranianas na cidade de Mariupol que já sobrevive há dois meses de invasão.

No domingo (1) cerca de 100 civis foram retirados de lá durante um cessar fogo com auxílio da cruz vermelha e da ONU. De acordo com Natália Usmanova, uma funcionária da usina conseguiu fugir.

“As pessoas sentem a falta de oxigênio e só conseguem respirar ar fresco nos primeiros degraus que levam aos bunkers, onde as bombas caem bem perto”, disse a ucraniana.

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A mulher se emociona ao lembrar que passou dois meses sem ver a luz do sol. Também conta que enquanto saia no ônibus comentou com o marido que finalmente não precisam de lanterna para ir ao banheiro. Eles estavam sendo abrigados nos bunkers subterrâneos presentes na usina juntos ao fuzileiros ucranianos que ainda resistem ali. 

Esses civis estão sendo levados para Zaporija, cidade ucraniana onde a situação está estável. A Guarda Nacional da Ucrânia  disse que precisa de pelo menos mais duas missões para retirar cerca de 1000 civis que ainda se encontram na usina. 

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