Presidente da Ucrânia pede que ONU considere Rússia um Estado terrorista

Volodimir Zelenski se dirigiu ao Conselho de Segurança da ONU na última terça-feira.

Postado em: 29-06-2022 às 09h30
Por: Luan Monteiro
Volodimir Zelenski se dirigiu ao Conselho de Segurança da ONU na última terça-feira. | Foto: Reprodução

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, pediu, na última terça-feira (28/6), que a Organização das Nações Unidas (ONU) considere a Rússia como um Estado terrorista. Em sua justificativa, Zelesnki mencionou os nomes de dezenas de supostas vítimas da guerra.

“Se, em qualquer parte do mundo, qualquer organização matasse civis assim como a Rússia mata ucranianos, isso seria definitivamente reconhecido como terrorismo, e essa organização se tornaria inimiga de toda a humanidade”, disse.

A sessão do Conselho de Segurança, onde a Rússia é um dos membros permanentes, foi convocada a pedido da Ucrânia após o ataque a um shopping na cidade de Krementchuk, no início da semana, que deixou 18 mortos. Moscou nega ter mirado o local.

Continua após a publicidade

Zelenski pediu, ainda, que a Rússia seja impedida de participar de reuniões da Assembleia Geral da ONU que debatam o conflito e que perca seu assento no Conselho de Segurança. Ele também requisitou que as Nações Unidas a investigarem um suposto crime de genocídio.

O ataque

Na última segunda-feira (27), misseis atingiram um shopping na cidade de industrial de Krementchuk. Segundo autoridades da Ucrânia, haviam mais de mil pessoas no local no momento do ataque.

Serviços de emergência confirmaram ao menos 18 mortos em decorrência do ataque e outros 59 feridos. Krementchuk é uma cidade industrial com pouco mais de 200 mil habitantes e sedia a maior refinaria de petróleo da Ucrânia.

“Atingiram um shopping center com mais de mil civis dentro”, disse o presidente ucraniano. “Está pegando fogo e as equipes de resgate estão tentando apagar as chamas. O número de vítimas é impossível de imaginar.”

O Exército da Rússia, por sua vez, negou que tenha atacado o local. Segundo o exército do país, o alvo foi um depósito de armas enviadas pelos EUA, e que as explosões desencadearam, por consequência, o incêndio no centro comercial.

Veja Também