Forças israelenses matam ao menos três palestinos

Não há relatos de vítimas do lado de Israel; jovem de 16 anos está entre as vítimas.

Postado em: 09-08-2022 às 14h38
Por: Luan Monteiro
Não há relatos de vítimas do lado de Israel; jovem de 16 anos está entre as vítimas. | Foto: Reprodução

Forças israelenses mataram ao menos três palestinos um tiroteio na Cisjordânia ocupada nesta terça-feira (9/8). As mortes provocaram novos confrontos nos quais palestinos afirmaram que um jovem de 16 anos também foi morto. Além do jovem, um comandante palestino e outro combatente morreram na ação.

As forças israelenses cercaram a casa de Ibrahim al-Nabulsi, um comandante sênior das Brigadas dos Mártires Al-Aqsa, da Fatah, há muito tempo na lista de procurados de Israel.

Al-Nabulsi, que estava no interior da casa, recusou-se a se render e foi morto junto com outro militante durante um tiroteio com as forças israelenses, que também usaram foguetes disparados manualmente no combate.

Continua após a publicidade

O tiroteio, na cidade de Nablus, no norte da Cisjordânia, foi o incidente mais letal na Cisjordânia desde que Israel e o grupo militante palestino Jihad Islâmica encerraram três dias de combates em Gaza, o pior em mais de um ano.

Al-Nabulsi era membro da recém-formada Brigada Nablus, uma aliança militante palestina na cidade que também inclui homens armados da Jihad Islâmica. Horas após o tiroteio, dezenas de milhares de palestinos compareceram ao seu funeral e pediram vingança.

O tiroteio foi seguido por confrontos durante os quais os militares disseram que suas tropas responderam com fogo real contra palestinos, que jogaram pedras e explosivos contra soldados.

A Jihad Islâmica disse que um jovem de 16 anos foi morto enquanto participava de um confronto com tropas israelenses.

Autoridades de saúde palestinas confirmaram as três mortes e disseram que mais 40 pessoas ficaram feridas. Não houve relatos de vítimas israelenses.

O conflito

Israel fez ataques a Faixa de Gaza, na Palestina desde a última sexta-feira (5). A justificativa é de que o país faz disparos aéreos contra alvos da Jihad Islâmica. Forças de defesa israelenses afirmam que ataques devem durar ao menos uma semana.

A operação, apelidada de “Amanhecer”, começou na última sexta-feira e, segundo o Ministério da Saúde da Palestina, deixou ao menos 14 mortos, entre civis e membros da Jihad. Israel afirma ter atingido 40 alvos do grupo, incluindo locais onde armas eram fabricadas e armazenadas.

Veja Também