Presidente francês busca acordo nuclear mais amplo com Irã

Emmanuel Macron disse à imprensa que não sabe o que o presidente dos Estados Unidos decidirá no dia 12 de maio

Postado em: 03-05-2018 às 06h00
Por: Sheyla Sousa
Emmanuel Macron disse à imprensa que não sabe o que o presidente dos Estados Unidos decidirá no dia 12 de maio

O presidente da França, Emmanuel Macron, se mostrou nesta quarta-feira (2) a favor de buscar um acordo nuclear mais amplo com o Irã, independentemente de os Estados Unidos decidirem finalmente deixar o acordo assinado em 2015. “Não sei o que o presidente dos Estados Unidos decidirá no dia 12 de maio”, disse Macron à imprensa, em Sydney, em seu segundo dia de visita oficial à Austrália.

“Qualquer que seja a decisão, temos que preparar uma negociação e um acordo mais amplo, pois acredito que ninguém quer uma guerra ou uma escalada em termos de tensão na região”, acrescentou o francês. 

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja anunciar no próximo dia 12 se vai se reiterar o acordo assinado entre o Irã e o G5+1 (grupo formado pelos Estados Unidos, a Rússia, China, França, o Reino Unido e a Alemanha), que regulamenta os controles de energia nuclear iranianos em troca do levantamento de sanções. 

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, apresentou na última segunda-feira (30) alguns documentos que, segundo ele, eram cópias de um arquivo secreto iraniano obtidos pelos serviços de inteligência de um programa oculto para desenvolver armas nucleares.

Macron ressaltou que o acordo é a melhor maneira de monitorar a atual atividade do regime iraniano e se mostrou a favor de respeitar a negociação assinada por vários países.

Ao mesmo tempo, qualificou o pacto com Teerã como “um ponto de partida” e defendeu sua expansão para além de 2025, enquanto melhora o controle da atividade balística do regime iraniano e contém sua atividade na região. 

O presidente francês fez essas declarações em audiência com o primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull, que também defendeu o acordo com o Irã.  É “a melhor opção que temos disponível e apoiamos sua continuidade”, disse Turnbull. (EFE Sydney) 

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