Maioria dos deputados goianos votam pelo retrocesso no processo eleitoral

Postado em: 11-08-2021 às 10h30
Por: Pedro Jordan
Se dependesse dos votos proporcionais dos parlamentares de Goiás, PEC do voto impresso teria sido aprovada. Foto: Reprodução

Na noite da última terça-feira (10/08) foi realizada a polêmica votação sobre a adoção do voto impresso auditável na Câmara dos Deputados, em Brasília-DF. Ela não foi aprovada, mas entre os deputados do estado de Goiás os votos por sim foram de 9, contra 6 ao não, o que proporcionalmente, se fossem só eles a votarem, faria a PEC ser aprovada.

A primeira contradição que podemos encontrar sob essa questão, é que, os defensores do voto impresso auditável são os mesmos que pregam a questão do patriotismo, o amor a nação e são os que mais exibem as bandeiras nacionais. A contradição nisto é que, a urna eletrônica é uma invenção brasileira, um sistema bastante avançado se comparar aos de nações de primeiro mundo, como dos Estados Unidos da América por exemplo.

O patriotismo destas pessoas é só no momento oportuno, só quando é conveniente? O Brasil tem um sistema eleitoral seguro, rápido e eficaz, porém, o clã bolsonarista sempre busca uma cortina de fumaça para cobrir os escândalos, antes era a cloroquina, e agora é o voto impresso.

É preocupante quando analisamos os votos dos deputados goianos, que como dito anteriormente, fariam proporcionalmente ela ser aprovada. Mas qual o motivo do posicionamento de cada parlamentar? É por conta do partido, ou é uma linha própria de apoio ao atual presidente da nação.

O deputado Célio Silveira (PSDB) foi um dos que votaram favoráveis ao voto impresso, ele em suas redes sociais afirma ter sempre defendido o tema, mas não questiona a segurança atual, só argumenta que a adoção da PEC traria mais segurança.

Já para Zacharias Calil (DEM), o posicionamento vem devido ao que ele alega ser o pedido de seus eleitores, porém, no post dele no instagram sobre o voto dele, parte de seu eleitorado se mostrou arrependido e decepcionado, e afirmam que o parlamentar não terá mais os seus votos.

Outro favorável ao voto impresso, Francisco Jr. (PSD) chegou à Câmara prometendo um “jeito novo de fazer política”, mas seu posicionamento tem sido pelo “jeito velho”. Ele alega que essa PEC traria uma maneira maior do eleitor conferir seu voto, mas se contradiz quando argumenta que isso faz o voto continuar secreto.

Seguindo o posicionamento do partido, Glaustin da Focus (PSC) foi mais um que votou favorável ao voto impresso, mas, em suas redes sociais ele apenas argumentou que este tipo de processo trás mais segurança na apuração das urnas, sem aprofundar o porque.

João Campos (Republicanos) é outro que segue o posicionamento do próprio partido. Deputado da base evangélico e do partido apadrinhado pela Igreja Universal, sempre este alinhado com as pautas Bolsonaristas. Este é um velho conhecido por ser oportunista e se ancorar em situações para ter ganho, como por exemplo na ocasião em que um helicóptero caiu e levou diversos delegados de alta importância de Goiás, e ele foi no velório somente na hora que as equipes de TV apareceram e nem ao menos consolou os familiares dos delegados Antônio Gonçalves e Jorge Moreira, vítimas do acidente.

Já o parlamentar José Mario Schreiner (DEM), que faz parte do dito centrão, seguiu o partido, que está composto com o governo e deu seu voto favorável, mas até a conclusão deste texto, não fez publicação em redes sociais explicando o motivo do “sim”.

A “Caçadora do Lázaro” ou “Rainha do Helicoptero”, deputada Magda Mofatto (PL) foi uma das mais atacadas nas redes sociais após a manifestação de apoio a PEC. Os internautas não a perdoaram e mandaram ela estudar história, até mesmo questionaram o fato dela citar que a urna eletrônica não é segura mesmo tendo sido eleita através da mesma.

Seguindo o posicionamento do partido, Professor Alcides (PP) votou a favor do voto impresso, e mostrou que a escolha veio através de bastante diálogos dentro da câmara, não por coincidência, o presidente do parlamento é seu companheiro de partido e alinhado com Jair Bolsonaro.

Para finalizar a lista dos deputados que buscam voltar no tempo, o Major Vitor Hugo (PSL) também se posicionou favorável a adoção do voto impresso auditável. Ele cita que busca maior transparência e segurança, mas não argumenta como que o voto impresso pode trazer isso de fato.

Os deputados que se posicionaram contra este regresso, e se mostraram verdadeiros patriotas por confiar na tecnologia 100% brasileira são: Alcides Rodrigues (Patriota), Delegado Waldir (PSL), Elias Vaz (PSB), Jose Nelto (Podemos), Lucas Vergílio (Solidariedade) e Rubens Otoni (PT).

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