Golpista do Tinder reflete o perfil do estelionatário sentimental

Confira o artigo de opinião, desta terça-feira (22/02), por Andréa Ladislau

Postado em: 22-02-2022 às 10h44
Por: Redação
Confira o artigo de opinião, desta terça-feira (22/02), por Andréa Ladislau

Na última semana, estreou na plataforma Netflix o documentário “O golpista do Tinder”. O filme apresenta as histórias das mulheres que foram enganadas por um israelense que fingia ser um oligarca russo, príncipe dos diamantes, que usava o Tinder (aplicativo de paqueras) para encontrar as vítimas, seduzir e obter vantagens financeiras através do falso amor que lhes prometia. Fato é que, todas as ações e artimanhas utilizadas pelo criminoso, demonstram requintes de frieza, falta de empatia e ganância; uma descrição perfeita do perfil de um estelionatário sentimental.

À medida que avançamos no documentário é inevitável se perguntar: Até onde a carência pode nos levar? Quais as projeções emocionais foram feitas por essas mulheres, vítimas deste golpe? E como reconhecer alguém que vai usar a nossa vulnerabilidade contra nós mesmos? Enfim, o criminoso se apresenta como o verdadeiro príncipe encantado, perfeito e com a vida perfeita para preencher o buraco negro da carência e da necessidade de aprovação que assolam essas mulheres. Com seu estilo de convencimento e sua sedução empreendida, ele induz as vítimas a conseguiram dinheiro, ao ponto até de fazerem empréstimos, para bancar seus luxos volumosos. No fim, um prejuízo não somente material, mas também moral, intelectual e psicológico.

Vamos a definição: estelionato é caracterizado por induzir alguma pessoa a uma falsa concepção de algo com a finalidade de adquirir benefício ilícito para si ou para outrem. E como podemos identificar este indivíduo infrator? Se faz mister olhar com mais cuidado os relacionamentos, pois deve haver reciprocidade não só na esfera emocional como também material.

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Relacionamentos abusivos que te fazem mal ou fazem você se sentir explorada devem ser evitados. Se você estiver dentro de um relacionamento assim não se preocupe com a opinião alheia não sinta medo ou vergonha, se informe e busque ajuda. Tente perceber até onde você está sendo manipulada.

Entenda que, embora a aceitação de ajuda financeira não possa ser considerada conduta ilícita, o abuso desse direito, mediante o desrespeito dos deveres que decorrem da boa-fé, traduz-se em ilicitude. Emprestar dinheiro ou ajudar o parceiro ou parceira financeiramente não configura, necessariamente, estelionato sentimental.

Lembre-se que, eles são falsários, pilantras, bandidos, criminosos como os demais ao pé da lei, mas a diferença é que praticam a fraude com requinte sentimental.

Enfim, mesmo no relacionamento, fique de olho e esteja atento e não empreste dinheiro de forma recorrente. Nem desfaça de seus bens materiais. Todo cuidado é pouco, mas mais do que isso: o amor próprio é a maior arma, impeditiva para se cair neste golpe. Se você se amar, não vai esperar migalhas e nem cair em contos de fadas. Não usará sua carência para se fortalecer e assim, abrir a guarda para qualquer um que venha destituir sua paz, sua felicidade e seus bens materiais e financeiros.

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