Ambiente virtual: uma zona misteriosa

Confira o artigo de opinião, desta sexta-feira (25/02), por Daniel Gomes de Oliveira

Postado em: 25-02-2022 às 10h19
Por: Redação
Confira o artigo de opinião, desta sexta-feira (25/02), por Daniel Gomes de Oliveira

É indiscutível que as tecnologias, de forma geral, têm ganhado cada dia mais espaço no cotidiano das pessoas. Atualmente existe uma certa dependência por recursos tecnológicos e a cada dia fica mais difícil imaginar nossa vida sem esses recursos. Junto a essas tecnologias vêm a internet, um recurso com pouco mais de 30 anos no Brasil, mas que vem dominando as vidas dos indivíduos tanto no contexto profissional quanto no recreativo.

Com o início da pandemia, essa dependência pelo acesso à internet cresceu ainda mais e um imensurável mundo de dados e informações se propagou de forma exponencial. Juntamente com tal crescimento, crimes e golpes migraram para esse ambiente, tendo em vista o anonimato e dificuldade de rastreamento existente no mundo virtual.

A grande faculdade do crime nunca para de aprimorar suas técnicas, e diariamente as pessoas são bombardeadas com matérias cuja temática está direcionada a crimes ocorridos no ambiente virtual. Nota-se, contudo, que há uma regulamentação, uma lei a qual versa contra a impunidade de pessoas que executam atividades ilícitas.

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 A LGPD (Lei Geral de Proteção aos Dados) começou a vigorar no Brasil em agosto de 2021, ela concentra-se em fiscalizar e punir as empresas que retêm dados e promovem o vazamento dos mesmos. Em paralelo à LGPD, temos outras ferramentas legais voltadas à segurança dos dados e punição de pessoas que utilizam os dados de terceiros para fins criminosos, tais como o Procon, o Ministério Público Federal, o Ministério Público Estadual, dentre outros.

 Ainda assim, o que se pode ver no cotidiano são diversos relatos de empresas de grande, médio e pequeno porte que sofrem ataques cibernéticos tendo os dados dos usuários desses serviços vazados. Recentemente presenciamos um dos ataques mais polêmicos dessa natureza no Brasil, o qual deixou o aplicativo ConecteSUS inativo por muito tempo, impactando o esquema vacinal das pessoas, bem como todo o controle dos dados relacionados à pandemia.

Os sistemas voltaram a funcionar, mas nada mais foi dito em relação às punições tanto dos envolvidos no ataque quanto dos responsáveis por manter os dados da população em um ambiente tido como seguro e mantidos justamente por quem regulamenta, cria leis e executa. Entretanto, como todos os outros recursos já criados pela humanidade, precisamos aprender a usá-lo com segurança, não para podermos ficar totalmente protegidos, mas para minimizarmos os transtornos e os impactos de eventuais desvios do esperado uso seguro.

O Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança do Brasil (CERT), vem elaborando diversos materiais e cartilhas contendo diretivas para orientar as pessoas em diferentes contextos, como o ambiente corporativo e até mesmo crianças que já estão nascendo e tendo o acesso a esse mundo novo. Os referidos materiais trazem orientações a respeito de como devemos proceder para garantir a segurança da informação dentro do ambiente virtual, com dicas relacionadas à criação e manutenção de senhas seguras, tipos de ataque e como podemos nos proteger, além de oferecer outras recomendações.

 A verdade é que mesmo que as pessoas não atuem diretamente nas áreas de tecnologia precisam se munir com o máximo de informações sobre a segurança. Assim como um carro que pode ser roubado contendo recursos de segurança, nossos dados só estarão seguros se tivermos conhecimento para mantê-los dessa forma.

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