Fernando Collor se pronuncia no julgamento final do Impeachment

Um dos pontos que o senador mais pontuou é a diferença do processo de Dilma com o seu em 1992

Postado em: 30-08-2016 às 18h35
Por: Toni Nascimento
Um dos pontos que o senador mais pontuou é a diferença do processo de Dilma com o seu em 1992


Da Redação

Fernando Collor de Melo (PTC) foi o primeiro presidente da democracia brasileira depois da ditadura instaurada em 1964 a sofrer um processo de impeachment, em 1992. Algum tempo depois de deposto, voltou à carreira política e hoje é senador. Nesta terça-feira (30) ele subiu a tribuna do senado, no julgamento final do processo de impeachment da Presidenta afastada Dilma Rousseff, e falou.

Em seu discurso fez questão de apontar as diferenças entre o que aconteceu com ele e Dilma. Ele se diz vítima de uma trama. “Hoje, a situação é completamente diversa. Além de infração às normas orçamentárias e fiscais, com textual previsão na Constituição como crime de responsabilidade, o governo afastado transformou sua gestão numa tragédia anunciada. É o desfecho típico de governo que faz, da cegueira econômica, o seu calvário, e da surdez política, o seu cadafalso” leu no discurso.

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Para Collor, o impeachment é um “remédio constitucional de urgência” Collor também recorreu a trecho de emblemática nota chancelada por entidades favoráveis a seu impeachment. Uma observação á se fazer é que o documento, de 1992, é assinado por membros do Movimento Sem Terra (MST), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e União Nacional dos Estudantes (UNE), fieis claques do governo petista.

Em tom irônico, o ex-presidente concluiu: “Ontem, senhor presidente, eram inúmeras as simulações. Hoje, inúmeras são as dissimulações”. Na sequência, deixou o plenário.

 

 

 

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