Goiás é ponto de partida para incentivar exportação

A pujança das exportações goianas motivaram a vinda do ministro da Indústria e Comércio Exterior para o lançamento de duas medidas que visam aprimorar e incentivar o comércio exterior

Postado em: 17-09-2016 às 06h00
Por: Sheyla Sousa
A pujança das exportações goianas motivaram a vinda do ministro da Indústria e Comércio Exterior para o lançamento de duas medidas que visam aprimorar e incentivar o comércio exterior

Odestaque de Goiás no cenário exportador credenciou o estado a ser escolhido para iniciar duas ações do Governo Federal voltadas à melhoria da competitividade empresarial – o Plano Nacional da Cultura Exportadora (Pnce) e o Programa Brasil Mais Competitivo. O lançamento das iniciativas foi realizado ontem, na sede da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), e contou com as presenças do governador Marconi Perillo (PSDB), do ministro Marcos Pereira (PRB), da Indústria e Comércio Exterior e de integrantes do Fórum Empresarial goiano.
O tucano lembrou ao ministro o que a balança comercial goiana registrou saldo positivo de US$ 2,6 bilhões, de janeiro a agosto deste ano, e que o estado aparece em primeiro lugar no ranking do último Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do País, com saldo positivo este ano de 16.600 empregos. “Estamos virando a página da crise”, disse.
Marconi agradeceu Pereira, que veio ao estado pela segunda vez desde que tomou posse, pela deferência de escolher Goiás para lançamento de um programa que, segundo ele, “tão importante”, por fomentar a cultura exportadora, e ressaltou o papel de destaque goiano no cenário das exportações brasileiras.
Ainda comentando sobre as exportações, o governador destacou ainda que Goiás ampliou, nos últimos anos, seu leque de relacionamento internacional, passando de 40 para 150 países que adquirem produtos goianos. “Se há um Estado brasileiro que o senhor vai ter ótima receptividade, esse Estado é Goiás”, asseverou.
Marcos Pereira explicou que o Pnce tem como foco aumentar a produtividade das empresas, permitindo a geração de emprego e renda, e também pretende criar uma cultura de exportação, dando consultoria, incentivando os empresários a dar o passo rumo ao mundo. “No momento em que o Brasil está começando a sair de uma crise de consumo interno, é importante que as empresas se insiram no comércio exterior”, sublinhou.
Pereira explicou que, em Goiás, contemplados os setores de produção industrial, alimentos e bebidas, minerais metálicos e não-metálicos, móveis e confecção, que reúnem hoje cerca de 8.200 empresas. O ministro informou ainda que três mil empresas no País serão beneficiadas com o programa, e que outras 2.163 aguardam novas vagas. O Plano Nacional da Cultura Exportadora é direcionado para empresas que possuem de 11 a 200 funcionários.

Eficiência
A necessidade de implementar reformas para destravar a máquina administrativa foi defendida pelo titular da pasta de Indústria e Comércio, que defendeu urgência nas reformas política, tributária, previdenciária e trabalhista. “Precisamos pensar o Brasil no médio e longo prazo”, disse, ressaltando que o homem público de visão ampliada “pensa nas próximas gerações e não na próxima eleição”.
Pereira despediu-se dos presentes, reafirmando a necessidade de “desburocratizar o Brasil”.

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