Iris Rezende terá de negociar para ter maioria na Câmara

Até agora, peemedebista conta com o apoio de 14 vereadores, quatro a menos que o necessário para a maioria absoluta

Postado em: 01-11-2016 às 06h00
Por: Redação
Até agora, peemedebista conta com o apoio de 14 vereadores, quatro a menos que o necessário para a maioria absoluta

Mardem Costa Jr.

O prefeito eleito Iris Rezende (PMDB) não contará, a princípio, com maioria na Câmara de Vereadores de Goiânia. Somando os parlamentares municipais eleitos pela coligação que liderou e das legendasque o apoiaram no segundo turno, o peemedebista contará com 14 dos 35 vereadores – quatro a menos que os 18 necessários para aprovação de matérias por maioria absoluta.

Com esse número inicialmente desfavorável, Iris terá a missão de buscar apoio entre os 13 novos legisladores que ainda não definiram um posicionamento ou serão independentes, tanto para aprovar projetos e iniciativas do interesse do Paço Municipal quanto para escolher o presidente da Câmara.

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Apesar de negar em entrevistas recentes, Rezende poderá se ver obrigado a oferecer cargos para atrair o contingente que ainda não tem uma posição. O desafio será conciliar um orçamento municipal engessado com a voracidade de políticos com ou sem representação na Câmara de Vereadores, mas fundamentais para a vitória do PMDB na capital goiana.

A oposição, por sua vez, deve se restringir aos principais partidos componentes da coligação liderada pelo empresário Vanderlan Cardoso (PSB), entre eles a própria legenda do socialista e o PSDB do governador Marconi Perillo.Jorge Kajuru (PRP), ainda que eleito pela base de Iris, poderá ser uma pedra no sapato do prefeito, por seu perfil denunciador contumaz. O PT, pela primeira vez desde 1982, não contará com um vereador em Goiânia.

Sobre o novo comandante da Casa, os iristas articulam para que seja ocupada por algum nome da confiança de Rezende, como Andrey Azeredo (PMDB). O nome de Clécio Alves (PMDB) também é lembrado, mas a relação tensa que Alves teve com os colegas quando foi presidente (2013-2015) é motivo de resistências. Apesar de suas investidas para se manter no cargo, Anselmo Pereira (PSDB) não é bem visto tanto entre os atuais quanto pelos novos vereadores.

Iris teve problemas no comando da Câmara no segundo mandato de prefeito (2005-2008), quando viu a base aliada de Perillo articular e eleger nomes hostis à sua administração. Com o hoje deputado estadual Cláudio Meirelles (PR), a relação foi tumultada, enquanto com Deivison Costa (PT do B), teve um amargo gosto de traição – Costa era filiado ao PMDB e tinha assumido o comando municipal da legenda, antes de aceitar aliar-se ao tucano.

Por sua vez, no terceiro mandato como gestor do Paço Municipal (2009-2010), Rezende experimentou uma relação mais tranquila com os vereadores, por contar com mais legisladores que o necessário para a maioria absoluta. No período, o presidente da Câmara era o também hoje deputado estadual Francisco Júnior (PSD), à época peemedebista e uma das pessoas de confiança de Iris.

Apoio a iris REZENDE na câmara:

Dos 35 vereadores eleitos em Goiânia até o momento:
– 13 não definiram um posicionamento ou serão independentes 
(3 do PSDC, 2 do PRB, 2 do PV, 2 do PTN, 1 do PMB, 1 do PTC, 1 do PRP e 1 do PC do B)

– 8 são de partidos de oposição 
(2 do PSDB, 2 do PSB, 1 do PSL, 1 do PSC, 1 do PPS e 1 do PSD)

– 14 são da base do prefeito
(3 do PMDB, 2 do PROS, 2 do PR, 2 do PRP, 1 do PDT, 1 do DEM, 1 do PRTB, 1 do PEN e 1 do PSD)

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