Desinformado, vereador de Senador Canedo faz falas homofóbicas sobre projeto de capacitação de educadores contra preconceito

Postado em: 04-05-2021 às 11h30
Vereador Celismar Lima (PROS) viu uma fake news que falava que seria implantado "Kit Gay" nas escolas e faz fala polêmica durante sessão. Foto: Reprodução

Durante a sessão plenária desta terça, 04, na Câmara de Senador Canedo, o vereador Celismar Lima (PROS) fez declarações de conteúdo homofóbico contra uma ação realizada pela Secretaria de Educação, que fez uma capacitação a servidores sobre a importância do tema cidadania LGBTQI.

O parlamentar alegou em fala que este tipo de pauta deveria passar pela câmara, e que estão tentando ensinar coisas a crianças de seis anos sobre opção sexual. A fala do vereador mostra uma distorção por conta de fake news espalhadas na internet, onde falam que o prefeito queria colocar “Kits Gay” nas escolas.

Ele alega que usa pouco as redes sociais, mas que se viu estarrecido com as informações sobre a implantação deste tipo de material para os alunos da rede pública. Em suas falas, Celismar deixa claro que não tem ciência do que de fato foi realizado, pois segundo ele, é uma agenda LGBTQI, ao qual ele deixou claro discordar que aconteça.

O vereador chega a afirmar que teme por este tipo de medida possa ser colocada de forma ditatorial, e que até em governos de esquerda se tem um parlamento, e esse tipo de ação deveria passar pela Câmara. “Antes que essas coisas sejam colocadas nas escolas, que a maioria aqui na câmara vote, meu posicionamento é contrário, isso não vai resolver e não resolve, discussão de opção sexual dentro das escolas, pelo amor de Deus, a gente nasce e cresce e vai aprendendo, não é colocar na cabeça de uma criança de 5 ou 6 anos”, desabafa.

“Não acho que tem que ser discutido, é uma falta de respeito com os valores e é o que aprendemos quando crescemos, sobre a dignidade humana”, reforça em plenário.

O projeto questionado pelo parlamentar foi realizado no dia 08 de abril, dentro da Secretaria de Educação, e se chamou Cidadania LGBT nas escolas.

Por: Pedro Jordan
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