Deputados criticam corte de cota do Ipasgo durante sessão na Assembleia Legislativa

Postado em: 14-09-2021 às 17h22
Por: Carlos Nathan Sampaio
Governador Ronaldo Caiado também foi duramente criticado com decisão que atinge mais de 600 mil usuários do plano de saúde | Foto: Reprodução

Em sessão plenária realizada na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) na tarde desta terça-feira (14/09), vários deputados estaduais usaram a bancada para criticar os recentes cortes anunciados pelo Instituto de Assistência dos Servidores Públicos de Goiás (Ipasgo). Com duras críticas ao governo e ao Ipasgo, os parlamentares questionaram a redução em 50% a cota dos atendimentos. A decisão pelo corte atinge mais de 600 mil usuários do plano de saúde.

Sendo a primeira a discursar na sessão, a deputada Delegada Adriana Accorsi (PT) pediu para que o governo reveja a decisão do corte. “Em tempos de pandemia, essa decisão em muito prejudica os servidores públicos do estado”, disse a deputada. 

Em complemento ao discurso de Accorsi, o deputado Helio de Sousa (PSDB) afirmou que o corte não afeta apenas servidores públicos, mas também agregados. “Esse corte não afeta não apenas os servidores públicos, pois o Ipasgo atraiu também agregados. É muito preocupante o que estamos passando onde se exige do segurado um sacrifício que ele não merece”, explicou. “Os servidores já pagaram um preço muito alto por causa desse ato, que na minha opinião precisa ser revisto”.

Já o deputado Eduardo Prado (DC) questionou a decisão do governo do Estado e afirmou ter recebido mensagens de usuários e prestadores de serviços descontentes com a situação. “Recebi mais de 300 mensagens no whatsapp, assim como nas minhas redes sociais, de pessoas revoltadas”, disse. “Os prestadores de serviço, as clínicas, os laboratórios e os hospitais declararam que foram pegos de surpresa. É algo que atinge 600 mil usuários do Estado”, ressaltou.

O deputado Major Araujo (PSL), por sua vez, disse ser usuário da rede e que o serviço tem piorado com o passar dos anos. “Eu sou segurado do Ipasgo desde que era criança e, inclusive, já precisei de atendimento e tive um bom tratamento, mas ao longo dos anos, o serviço para o usuário do plano tem piorado. Com esse corte, a situação fica ainda mais preocupante. Agora a pouco, eu recebi uma ligação. Uma segurada do Ipasgo disse que uma irmã dela, que está tratando um câncer de mama, não conseguiu atendimento. A alegação foi que a cota das consultas do mês já havia sido alcançada”, afirmou o Major.

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