Gabriela Rodart promove audiência pública que alimenta desconfiança sobre vacinas contra a Covid-19

Postado em: 17-09-2021 às 16h31
Por: Giovana Andrade
Conhecida pelo posicionamento contrário aos imunizantes utilizados no combate à Covid-19, a vereadora trava uma luta contra a obrigatoriedade da vacinação na capital goiana | Foto: reprodução

A vereadora Gabriela Rodart (DC) promoveu, na tarde desta sexta-feira (17/09), uma audiência pública, no plenário Trajano Guimarães da Câmara Municipal de Goiânia, para discutir temas relacionados à vacinação contra a Covid-19. Com o tema “Passaporte Sanitário: Efeitos Colaterais da Vacina”, a audiência abordou supostos efeitos adversos causados pelos imunizantes utilizados no combate da Covid-19, bem como a possibilidade de adoção do passaporte de vacinação na capital.

Através de sua assessoria, a vereadora declarou que o objetivo da audiência é “explorar falhas nas informações sobre as vacinas, trazer à tona os perigos dos efeitos colaterais e esclarecer os riscos oriundos do passaporte sanitário, que consideramos uma imposição ditatorial e um atentado aos direitos fundamentais dos cidadãos”.

A audiência é mais uma das recorrentes ocasiões em que Rodart questiona a segurança dos imunizantes oferecidos em Goiás e no Brasil, e se posiciona veementemente contra a obrigatoriedade da vacinação. Nas redes sociais, ela compartilha depoimentos de pessoas que relatam casos de familiares que vieram a óbito após a aplicação das duas doses. “Vamos lutar contra o fascismo sanitário”, a vereadora escreveu na publicação em que divulgou a audiência desta sexta (17).

Ao lado de Rodart, outros parlamentares também se posicionam contra o projeto que propõe a criação do passaporte sanitário em Goiânia. Um exemplo é o grupo formado por Ronilson Reis (Podemos), Leandro Sena (Republicanos) , Kleybe Morais (MDB), Luciula do Recanto (PSD) e Thialu Guiotti (Avante), que apresentou um Projeto de Lei que sugere a proibição da exigência do passaporte.

O PL, apresentado em conjunto, pretende vetar a obrigatoriedade de apresentação de comprovante de vacinação ou do Certificado de Imunização e Segurança Sanitária (CSS) para permitir o acesso e a permanência em locais públicos ou privados, eventos culturais e esportivos.

Embora afirme não ser negacionista, Rodart demonstra desinteresse e até mesmo desrespeito às medidas de combate ao coronavírus. Além do discurso que incita, ainda que indiretamente, o descrédito em relação às vacinas, a vereadora também tem o hábito de desobedecer o regimento da Câmara, que solicita a utilização de máscara de proteção contra a Covid-19, comparecendo à Casa sem o item.

O discurso de Rodart, cuja suposta base é a defesa da liberdade individual, desconsidera evidências científicas e dados oficiais. Desde o início da pandemia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) evidencia a importância tanto de medidas preventivas, como o distanciamento social e o uso de máscaras, quanto da vacinação.

No que diz respeito aos números, no Brasil, com o avanço da imunização e 65,8% da população vacinada com a primeira dose, as mortes por Covid no país caíram mais de 70% desde junho, comprovando na prática a eficiência e a importância da vacinação.

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