Eleições 2022: entenda por que Datena considera concorrer como vice de Ciro Gomes

O apresentador conversou com o PDT e pressionou o PSL, seu atual partido, a reafirmar sua pré-candidatura; políticos goianos opinam a respeito do cenário

Postado em: 23-09-2021 às 18h43
Por: Giovana Andrade
O apresentador conversou com o PDT e pressionou o PSL, seu atual partido, a reafirmar sua pré-candidatura; políticos goianos opinam a respeito do cenário. | Foto: Reprodução

José Luiz Datena, recém-filiado ao PSL e colocado como pré-candidato ao Planalto, admitiu ter conversado com o PDT a respeito da possibilidade de participar da corrida presidencial como vice de Ciro Gomes. O apresentador disse que, a depender do resultado da fusão do seu atual partido com o DEM, poderá se deslocar novamente.

Datena, que estava no MDB antes do PSL, já passou também por DEM, PT, PP e PRP. “Ou o PSL me apresenta como o candidato do partido resultante da fusão ou eu vou ser candidato em outro lugar”, declarou.

Em julho, o deputado Luciano Bivar, presidente do PSL, divulgou nota confirmando a filiação de Datena e declarando apoio a uma eventual candidatura do apresentador à presidência em 2022. “Até agora, eles não reafirmaram isso e estou achando estranho”, disse Datena.

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A iminente fusão do PSL com o DEM tem outros dois pré-candidatos ao Planalto: Rodrigo Pacheco e Luiz Henrique Mandetta, ambos demistas, mas, nesse caso, Datena não se mostra interessado pela posição de vice. “Por que topo ser vice do Ciro e não do Pacheco ou do Mandetta? É muito simples: porque acho, respeitando os dois, o Ciro muito melhor candidato”, explicou.

A respeito das pesquisas sobre a corrida presidencial, Datena reclamou da ausência do seu nome em primeiro cenário e segundo cenários.

“Eu sou pré-candidato do PSL, mas apareço só no terceiro ou no quarto cenário. O João Doria, por exemplo, nem pré-candidato é ainda, porque precisará passar pelas prévias do PSDB, e aparece em todos os cenários de pesquisas. Isso eu não entendo”, queixou-se.

Nesse sentido, Datena afirmou que acredita ter algo em torno de 7% ou 8% das intenções de voto para o Planalto. “Com mais 11% ou 12% do Ciro, a gente poderia quase ‘pegar’ o Jair Bolsonaro hoje, a um ano das eleições”, acrescentou ele, reforçando possibilidade de ser vice do pedetista.

O apresentador disse que mantém sua disposição para encarar uma disputa nacional, mas não descartou as chances de ser candidato ao governo ou ao Senado por São Paulo. “A prudência me diz para decidir até dezembro ou janeiro”, disse.

Na semana passada, Carlos Lupi, presidente do PDT, confirmou que o partido tenta atrair Datena. “É verdade. Ele pode ser vice do Ciro, candidato a governador ou ao Senado por São Paulo”, declarou o político.

Apesar de não mencionar o nome de Datena, o deputado federal José Nelto (PODE/GO) declarou seu apoio à candidatura de Ciro à presidência. “Nem Lula, nem Bolsonaro, vou de Ciro Gomes. O Brasil precisa avançar e os dois em questão já foram experimentados e já sabemos que não é a solução para o Brasil. O caminho para melhorar o Brasil é com o Ciro Gomes presidente”, disse ao O Hoje.

Delegado Waldir (PSL/GO), por sua vez, acredita que ainda é cedo para tomar uma decisão a respeito de quem irá apoiar na corrida em 2022.

“O PSL e eu, pessoalmente, vamos aguardar. Esse momento é um momento de neutralidade, a gente vai aguardar que se definam as candidaturas pra que a gente possa decidir, porque eu acredito que devemos ter uma terceira via. Mas o PSL e o delegado Waldir são de direita e querem que se mantenha os governantes de direita, seja no estado de Goiás, seja no país”, ponderou.

“A gente tem que aguardar surgirem os nomes, hoje a gente fala em Rodrigo Pacheco como um nome da terceira via, fala em Ciro, tem também o Eduardo Leite, tem o Dória, tem o Mandetta, tem o Datena, então são vários nomes, a gente quer ver quem que vai se viabilizar”, completa o deputado federal.

No entanto, delegado Waldir não esconde ter suas preferências e afirma que, para ele, o melhor candidato ao Planalto seria Sérgio Moro. Além disso, ele lembra que não abdicou da própria vaga na disputa pela candidatura à presidência.

“Nós estamos trabalhando tentando viabilizar nosso nome para que seja o escolhido candidato ao senado, mas democraticamente a gente conversa hoje com todas as pessoas que podem participar do pleito de 2022, a gente tem um excelente diálogo”, conclui.

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