Após reportagens, Câmara decide implantar ponto biométrico

Investigação do jornal O Hoje identificou suposto esquema de servidores fantasmas e rachadinha em gabinete da Casa Legislativa.

Postado em: 25-09-2021 às 09h13
Por: Redação
Investigação do jornal O Hoje identificou suposto esquema de servidores fantasmas e rachadinha em gabinete da Casa Legislativa. | Foto: Reprodução

Depois de o jornal O Hoje dar início a uma série de reportagens que revelam escândalos no gabinete 18, atualmente do vereador Célio Silva (PTC), que ocupa a vaga do vereador licenciado e atual secretário de Desenvolvimento e Economia Criativa (Sedec)Paulo Henrique da Farmácia (PTC), os parlamentares se reuniram para mudar a forma de controle de presença de servidores. A estimativa é de que até a próxima terça-feira o novo modelo seja apresentado com mais detalhes.

Para uma parcela dos servidores que atuam fora da sede do Poder Legislativo será exigida um relatório mensal individual sobre a atuação de cada um dos nomeados em gabinetes. Com isso, os servidores serão monitorados e será evitado qualquer tipo de nomeação meramente para práticas ilegais, como as apresentadas pelo conteúdo divulgado com exclusividade pelo jornal. 

A primeira reportagem, publicada no dia 21 de setembro, revelou que no gabinete 18 havia 7 nomeados que não iam à Câmara. Ao contrário, trabalham para a iniciativa privada ou têm algum negócio. 

Continua após a publicidade

Era o caso da farmacêutica Priscila Antonia de Souza. Durante a apuração jornalística, ela foi flagrada atendendo tranquilamente em sua Drogaria, no Balneário Meia Ponte. Segundo a Folha de Pagamento da Câmara Municipal de Goiânia, ela recebe o valor bruto de R $4.219 mensais. A farmacêutica foi nomeada pelo atual secretário de Desenvolvimento e Economia Criativa (Sedec), Paulo Henrique da Farmácia (PTC). Priscilla e o marido, Leonardo Vicente da Silva, doaram R$5.600 à campanha de Paulo Henrique da Farmácia. 

Na edição do dia 23 de setembro, a reportagem revelou, a partir de entrevistas com dois ex-motoristas, um suposto esquema de rachadinha. Leidson Alves dos Santos era constantemente visto com um crachá da Câmara e dirigia o carro oficial, mas não era nomeado. Segundo ele, os R$2 mil que ele recebia mensalmente eram oriundos de devolução de salários por alguns nomeados no gabinete. Outro motorista, mas nomeado no gabinete, Márcio Leandro Ferreira Gomes, afirmou em entrevista gravada que tinha guardado uma listagem dos servidores que devolvem parte do salário ao gabinete.

Por: Yago Sales

Veja Também