Ex-prefeito de Manaus e Marconi Perillo marcam presença em Goiânia nesta semana

Com problemas na Justiça e "longe" de cargos públicos desde 2018, ambos participarão do "Encontros do PSDB pelo Brasil"

Postado em: 29-09-2021 às 19h24
Por: Carlos Nathan Sampaio
Com problemas na Justiça e "longe" de cargos públicos desde 2018, ambos participarão do "Encontros do PSDB pelo Brasil" | Foto: reprodução

Na disputa das prévias do PSDB que definirá o candidato do partido à Presidência da República nas eleições de 2022, Arthur Virgílio (PSDB/AM) estará em Goiânia nesta sexta-feira (1/10), às 10 horas, para participar do “Encontros do PSDB pelo Brasil”, a convite do ex-governador e presidente interino do PSDB/Goiás, Marconi Perillo. Às 10h30, será realizada uma entrevista coletiva em espaço reservado para a imprensa, no mesmo local do encontro.

A agenda das prévias tucanas definirá, em novembro, o candidato do partido para disputar a Presidência da República em 2022. O ato em Goiânia acontecerá na sede da Secovi-Goiás e reunirá as principais lideranças goianas do PSDB.

Arthur Virgílio do Carmo Ribeiro Neto é um político e diplomata brasileiro com 43 anos dedicado à vida pública. Atual presidente do PSDB no Amazonas, foi ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República no Governo FHC, deputado federal e senador por 20 anos, sendo líder do governo na Câmara e no Senado, e por três vezes governou sua cidade natal, Manaus – a capital da Amazônia.

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Problemas na Justiça

Informações em sites constam que, em 2016, dois ex-executivos da Odebrecht contaram à Polícia Federal detalhes sobre o esquema montado pela empreiteira com o Grupo Petrópolis para lavar dinheiro de propina. Na época, o nome do então prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, apareceu como suspeito de ser um dos beneficiados por doação eleitoral de R$ 100 mil feita com dinheiro sujo, segundo notícia divulgada pelo Estadão.

Ainda em 2016, Arthur chegou a afirmar que recebeu, de modo legal e com o devido registro na Justiça Eleitoral, R$ 80 mil, “a título de colaboração da empresa Odebrecht, através de sua subsidiária Leyroz de Caixias Indústria, Comércio e Logística” para a campanha de 2010. “Essa é a verdade única”, afirmou ele na ocasião.

Já Marconi, foi preso em 2018 enquanto prestava depoimento à Polícia Federal no âmbito da Operaçã Cash Delivery, que investiga pagamento de propinas em campanhas eleitorais, na capital de Goiás. O ex-governador, na época era considerado suspeito de receber R$ 12 milhões em propina de empreiteiras para os pleitos eleitorais em 2010 e 2014.

A operação também ocorreu em decorrência de delações da Odebrecht na Operação Lava Jato. Naquele ano, o advogado do político, Antônio Carlos Almeida, conhecido como Kakay, afirmou que não havia “absolutamente nenhum fato que justificasse o decreto de Marconi Perillo, principalmente pelas mencionadas decisões anteriores que já afastaram a necessidade de prisão neste momento”.

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