Fora do MDB, Mendanha tem pelo menos quatro opções de partido

Prefeito de Aparecida de Goiânia só deve anunciar decisão no ano que vem, mas especulações já apontam possíveis cenários

Postado em: 30-09-2021 às 09h09
Por: Marcelo Mariano
Prefeito de Aparecida de Goiânia só deve anunciar decisão no ano que vem, mas especulações já apontam possíveis cenários | Foto: Reprodução

Como esperado, o prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, anunciou sua saída do MDB após o presidente nacional do partido, Daniel Vilela, confirmar a aliança com o governador Ronaldo Caiado (DEM).

Defensor de uma candidatura emedebista ao governo estadual em 2022, Mendanha fez o anúncio durante live nas redes sociais e também divulgou uma carta endereçada ao diretório do MDB em Aparecida de Goiânia para formalizar sua desfiliação.

Na live, o agora ex-emedebista deu a entender que só definirá o seu novo partido no ano que vem. Ele também ainda não diz abertamente que é candidato a governador em 2022.

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Contudo, nos bastidores, além de a candidatura de Mendanha ser dada como certa, as especulações já apontam possíveis cenários sobre o destino partidário do prefeito de Aparecida de Goiânia. 

Mais prováveis

No momento, Mendanha tem pelo menos quatro opções de partido, sendo as duas mais prováveis: Podemos e PL.

Há dois secretários de Aparecida de Goiânia – portanto, ligados à Mendanha – com possibilidade de assumir o comando do Podemos em Goiás: o de Finanças, André Rosa, e o de Relações Institucionais, Felipe Cortez.

Cortez, aliás, preside o diretório metropolitano e faz parte da executiva nacional do partido, cuja presidente, a deputada federal paulista Renata Abreu, tem participado das negociações para conquistar a filiação do prefeito de Aparecida de Goiânia.

Ainda em relação do Podemos, a possível chegada de Mendanha, porém, tende a afastar o deputado federal e atual presidente estadual da legenda, José Nelto, e o prefeito de Catalão, Adib Elias, embora Cortez articule para que eles permaneçam.

No caso do PL, que já abriu as portas para Mendanha por meio da deputada federal Magda Mofatto, as possibilidades de dissidência são menores.

Contudo, a postura do PL nas eleições para a Prefeitura de Goiânia em 2020 pode fazer Mendanha pensar duas vezes antes de se filiar, apesar de Magda Mofatto ressaltar que uma coisa não tem nada a ver com a outra.

No ano passado, a ex-vereadora e atual secretária municipal de Direitos Humanos e Políticas Afirmativas, Dra. Cristina Lopes, era candidata a prefeita pelo PL, que, a poucas horas do prazo para registro de chapas, decidiu apoiar o MDB de Maguito Vilela.

Menos prováveis

De qualquer forma, se por algum motivo as negociações com o Podemos não avançarem, o PL aparece como a primeira alternativa. Há, no entanto, outras duas opções, consideradas menos prováveis: PSB e PSDB.

O deputado federal e presidente do PSB em Goiás, Elias Vaz, já disse que gostaria de contar com a presença de Mendanha no partido, mas isso só ocorrerá se o prefeito de Aparecida de Goiânia decidir fazer um aceno ao campo da centro-esquerda.

O problema é que esse tipo de aceno certamente teria repercussão na disputa para presente e, por isso, é tido como improvável. Enquanto Mendanha apoia uma candidatura de centro da chamada terceira via, o PSB caminha para se aliar ao ex-presidente Lula (PT).

Por sua vez, o PSDB tem uma convergência de pensamento natural com Mendanha: ambos são contra Caiado. Não é à toa que, embora neguem, o ex-governador Marconi Perillo e o prefeito de Aparecida de Goiânia mantêm conversas frequentes.

A alta rejeição dos tucanos e o histórico de polarização com o MDB fazem Mendanha evitar uma aliança de forma pública. O PSDB seria a última alternativa para uma eventual filiação, mas com certeza os dois estarão do lado oposicionista em 2022. (Especial para O Hoje)

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