Dez secretários de Goiânia podem ser candidatos em 2022

Para concorrerem, nomes terão que deixar seus cargos no máximo até abril do ano que vem

Postado em: 01-10-2021 às 08h54
Por: Marcelo Mariano
Para concorrerem, nomes terão que deixar seus cargos no máximo até abril do ano que vem | Foto: Reprodução

A reportagem do jornal O Hoje questionou, em off, três pessoas ligadas à Prefeitura de Goiânia sobre quais secretários da atual gestão são cotados para disputar as eleições de 2022, o que obrigatoriamente significa que eles precisariam deixar seus cargos no mínimo seis meses antes da votação, ou seja, em abril do ano que vem.

Ao todo, dez nomes foram citados. São eles (em ordem alfabética): Álvaro da Universo (Esportes), Dra. Cristina Lopes (Direitos Humanos e Políticas Afirmativas), Fabiano Bissotto (Administração), Paulo Henrique da Farmácia (Desenvolvimento e Economia Criativa), Tatiana Lemos (Políticas para as Mulheres), Valdery Júnior (Turismo, Eventos e Lazer), Valéria Pettersen (Relações Institucionais), Wellington Bessa (Educação), Zander Fábio (Cultura) e Zé Antônio (Desenvolvimento Humano e Social).

A maioria deve tentar uma vaga na Assembleia Legislativa, mas há alguns, como Wellington Bessa e Zé Antônio, que estariam pensando em uma candidatura para deputado federal.

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Vale ressaltar que, nesse momento, há mais especulações do que confirmações. De fato, estão propensos a disputar as eleições do ano que vem. No entanto, há quem avalie que a concorrência será alta e, fora de suas secretarias, poderiam perder espaço politicamente.

Existe a possibilidade de uma ou outra candidatura não decolar devido aos objetivos dos grupos políticos aos quais pertencem certos secretários. Fabiano Bissoto, por exemplo, é ligado ao deputado estadual Jeferson Rodrigues (Republicanos), que deve ser candidato a deputado federal. Porém, se isso não ocorrer, ele tentará a reeleição. Dessa forma, Bissoto perderia força.

Apesar de ser filiada ao MDB, Valéria Pettersen também é ligada ao Republicanos, mais especificamente ao deputado federal João Campos, presidente do partido em Goiás e pré-candidato a senador.

O grupo de João Campos aposta em Jerferson Rodrigues para deputado federal e Jhonatan Medeiros, sobrinho do parlamentar e secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação de Aparecida de Goiânia, para deputado estadual.

Além disso, embora seja estimulada por colegas de Paço a disputar as eleições em 2022, Valéria Pettersen teria uma preferência maior por exercer cargos do Executivo e, portanto, gostaria de permanecer na Prefeitura de Goiânia.

Um dos principais coordenadores em Goiânia do grupo da deputada federal Magda Mofatto (PL), Valdery Júnior é outro que depende desse tipo de articulação, mas já deu início a algumas movimentações. Ele, aliás, aproveitou a live sobre a saída do MDB do prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, para deixar um comentário em apoio à sua candidatura a governador.

É importante, por fim, destacar o caso de Paulo Henrique da Farmácia. Nos últimos dias, o jornal O Hoje revelou denúncias contra ele de supostas rachadinhas e manutenção de funcionários fantasmas. Ainda é cedo para dizer se isso terá impacto em suas pretensões eleitorais.

À parte dos secretários, há nomes do segundo e terceiro escalões, como secretários-executivos e chefes de gabinete, que também podem buscar candidaturas no ano que vem, forçando o prefeito Rogério Cruz (Republicanos) a promover mudanças em outros cargos de relevância.

Procurada pela reportagem, a assessoria de comunicação da Prefeitura de Goiânia disse que ainda não há uma posição se os secretários que serão candidatos em 2022 terão que deixar os postos antes de abril ou poderão permanecer em suas funções até a data limite. (Especial para O Hoje)

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