Passaporte da vacina passa a valer neste sábado e deputado avalia: “Decisão acertada”

Postado em: 09-12-2021 às 15h29
Por: Fernanda Santos
Passageiros de voos estrangeiros terão de comprovar vacinação, apresentar teste ou fazer quarentena no Brasil | Foto: Camila Lima/Sistema Verdes Mares

O passaporte da vacina no Brasil começa a valer neste sábado (11/12). Ou seja, aqueles que chegarem no país de voos internacionais e não estiverem vacinados contra a Covid-19, terão de apresentar o resultado do teste para a doença, realizado em até 72 horas antes do embarque, ou cumprir quarentena de cinco dias. Para aqueles que chegarem de carro ou ônibus de países estrangeiros, será exigido o comprovante de vacinação ou teste negativo.

A nova regra foi publicada nesta quinta-feira (9/12) no Diário Oficial da União. O passaporte da vacina é uma recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), devido aos avanços de contaminação da nova variante ômicron. Além dessa medida, o governo federal havia proibido voos de seis países da África.

Para o deputado federal Zacharias Calil (DEM), que também é médico, a decisão é acertada. “Temos que pensar no coletivo, como o próprio ministro [Luís Roberto] Barroso falou. Não podemos pensar individualmente, como as pessoas que não querem se vacinar”, afirma. “Quem não quer apresentar o cartão de vacina, apresenta o teste. Pode ser o rápido ou o PCR. Em alguns países, tive amigos que viajaram para o exterior, e ficaram detidos. Por que no Brasil teria de ser diferente? Sou cientista, sou da área médica e temos que nos preocupar com isso”, diz o deputado.

Calil conta que tomou as três doses da vacina e nunca se contaminou, mas recentemente teve alguns casos na família entre vacinados. Para ele, os casos não evoluíram em gravidade graças à imunização. “Minha filha, que é puérpera há dois meses, testou positivo para Covid. Ela tomou as duas doses, da Janssen e Pfizer. O resultado: teve sintomas leves. Veja a importância da vacina”, relata. “Tive parentes vacinados que contraíram Covid. Um, que tinha comorbidade, ficou internado, enquanto o outro ficou bem. Graças à vacina”, comemora o parlamentar.

“Vemos agora o resultado da vacinação. A economia começou a andar, diminuiu bastante o número de contaminados e mortos, são situações que vejo com muita propriedade. Vi um médico negacionista que não tomou e morreu. Quantas vidas poderíamos ter salvo se naquele primeiro momento [da pandemia] tivéssemos vacina disponível?”, indaga.

Para o deputado federal, a vacina é indispensável, assim como uso de máscara, álcool em gel e outros cuidados. “Temos um divisor de águas, o antes e depois da pandemia. Um exemplo [da eficácia da vacina] é que o HCamp não tem mais internações. Em São Paulo nunca houve números tão baixos de internação”, informa . “Você não tem carteira de trabalho e habilitação digital? O Conecte SUS é isso, é o cartão digital. Faz parte da evolução da humanidade.”

O Conecte SUS pode ser baixado no aparelho celular e o usuário deve se cadastrar. Feito isso, todas as informações, como consultas, resultados de exames e vacinação estão registrados no CPF da pessoa e pode comprovar ou não se ela se imunizou contra a Covid-19 ou outras doenças.

Fronteiras fechadas

Segundo Zacharias Calil, além do passaporte da vacina, o fechamento da fronteira para países com muitos casos da nova variante também é uma boa decisão. “Não se pode colocar a vida das pessoas em risco. Se fosse assim, teríamos reveillon ou carnaval, apesar do ambiente aberto. E se disso surgir uma nova variante? Olhe o custo disso para a saúde. Se o Brasil não tivesse o SUS, a situação era gravíssima em relação aos pacientes. O SUS ajudou muita gente”, avalia.

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