Eleições 2022: Vanderlan tem duas opções para ser candidato a governador

Senador é um dos insatisfeitos com a aliança entre Ronaldo Caiado e Daniel Vilela

Postado em: 10-12-2021 às 08h34
Por: Marcelo Mariano
Senador é um dos insatisfeitos com a aliança entre Ronaldo Caiado e Daniel Vilela | Foto: Reprodução

Como o jornal O Hoje mostrou na edição de 24 de setembro, o senador Vanderlan Cardoso (PSD), de acordo com uma pessoa ligada a ele, pode ser candidato ao governo estadual nas próximas eleições.

Oficialmente, Vanderlan diz que não tem o objetivo de disputar mandato no ano que vem, mas ele possui um histórico de, em eleições passadas, afirmar que não seria candidato e, no fim, acabar concorrendo.

Em setembro, a reportagem abordou a insatisfação de políticos com a aliança entre o governador Ronaldo Caiado (DEM/União Brasil) e o presidente do MDB em Goiás, Daniel Vilela, que definiu o segundo como vice na chapa do primeiro em 2022.

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Vanderlan era e ainda é um desses insatisfeitos, além de outros nomes, como o presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego), Renato de Castro (DEM/União Brasil), e o prefeito de Catalão, Adib Elias (Podemos), todos eles devido a desentendimentos com Daniel no passado.

Àquela época, a informação era a de que essa insatisfação poderia gerar mais uma candidatura ao governo estadual por meio de um ruptura na base governista, e Vanderlan despontava justamente como um dos possíveis candidatos.

Nas últimas semanas, Vanderlan, Renato de Castro e Adib chegaram a sugerir o nome de Ana Paula Rezende, filha do ex-governador e ex-prefeito Iris Rezende, morto recentemente, para substituir Daniel na vice. Ela, porém, tem expressado pouco interesse na hipótese.

Isso, somado ao fato de que Caiado parece não querer voltar atrás na decisão de ter Daniel em sua chapa, faz com que as especulações sobre uma nova candidatura ganhem destaque novamente.

No caso de Vanderlan, o senador, no momento, trabalha com duas possibilidades, ainda segundo essa mesma pessoa ligada a ele. Antes de explicá-las, é preciso contextualizar a intenção de seu partido para o ano que vem.

O PSD não fala em outra coisa além da candidatura ao Senado de Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central e ex-ministro da Fazenda, que trocou o MDB pelo partido presidido em Goiás por Vilmar Rocha.

Embora não tenha fechado as portas para outros pré-candidatos a governador, o foco de Meirelles é ser candidato a senador na chapa de Caiado, mas o governador, para não fechar toda a composição com tanta antecedência, não deve bater o martelo antes de abril.

Se Meirelles de fato conseguir a vaga na chapa de Caiado, a tendência é a de que Vanderlan, pensando em evitar mais uma indisposição partidária, recue da ideia de ser candidato e siga 100% os planos do PSD.

Por outro lado, caso Meirelles fique de fora da composição caiadista, esse seria mais um motivo que levaria Vanderlan a reforçar a possibilidade de disputar governo estadual, nesse caso com o ex-ministro da Fazenda em sua chapa, resolvendo, assim, dois assuntos de uma só vez.

A segunda opção de Vanderlan para concorrer ao Palácio das Esmeraldas no ano que vem é com o apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL), com quem tem afinidade e cuja base no Senado compõe de forma fiel.

Cada vez mais distante de Caiado, Bolsonaro tem apoiado abertamente a candidatura do deputado federal Vitor Hugo (de saída do PSL e a caminho do PL), seu principal aliado em Goiás.

O presidente só estaria ao lado de Vanderlan na eventualidade de Vitor Hugo não disputar o governo estadual. Se isso ocorrer, o senador provavelmente trocaria o PSD pelo PL, tornando-se, dessa forma, o candidato do bolsonarismo.

Além de tudo isso, como senadores têm oito anos de mandato e com frequência concorrem a algum cargo na metade desse tempo, o nome de Vanderlan, que costuma estar presente nas urnas em Goiás, já pode começar a ser levado mais a sério. (Especial para O Hoje)

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