Parlamentares goianos avaliam pesquisas que colocam Lula à frente das eleições presidenciais

Postado em: 28-12-2021 às 14h39
Por: Fernanda Santos
Todas as pesquisas colocam petista disparado na frente | Fotos: Jefferson Coppola/Dedoc e Cristiano Mariz/VEJA.com

Na pesquisa Ipec para as eleições presidenciais, divulgada no último dia 14, mostra que as intenções de voto nas eleições presidenciais de 2022 para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegam a 48%, contra 21% de Jair Bolsonaro (PL) e 6% de Sérgio Moro (Pode). Na última pesquisa Datafolha, Lula é apontado por 65% dos entrevistados como quem mais defende a classe baixa, enquanto Bolsonaro ficou com 17%, na opinião dos entrevistados. Já a Genial/Quaest aponta intenção de voto de 46% para Lula, enquanto Bolsonaro fica com 23% e Moro 10%. Na Sensus, Lula tem 51%, ante 28,7% de Bolsonaro e 8,9% de Moro.

Embora o presidente Jair Bolsonaro tente diminuir os resultados apresentados, ele próprio já admitiu que Lula tem grande eleitorado. Em entrevista ao jornal O Hoje, o deputado federal Delegado Waldir (PSL) disse acreditar nos números. “Se fossem pesquisas de institutos sem credibilidade, poderia provocar dúvida. Minha experiência política diz que é muito importante para quem é profissional na área da política se guiar por pesquisas eleitorais”, admitiu.

“Não podemos fazer delas um fantasma. Ao renegá-las você, com certeza, acaba se afundando politicamente. Eu respeito as pesquisas que têm sido feitas”, afirmou. “Mas elas não são resultado do que irá acontecer nas urnas no próximo ano. Estamos um pouco distantes do período eleitoral”, continuou.

Para o parlamentar, Lula deve perder uma boa quantidade de intenção de votos quando a população relembrar os escândalos de seus governos. “Não vieram à tona ainda o enfrentamento político que terá entre os defensores do ex-presidente Lula e dos demais candidatos à presidência da República. Quando realmente se rememorar as gestões do ex-presidente, o envolvimento com o Petrolão e com a Lava Jato, com certeza, os números não permanecerão os mesmos”, opinou.

Delegado Waldir ainda afirmou que acredita que outros nomes que irão entrar na disputa se destacarão. “A gente acredita que haverá possibilidade de outros nomes crescerem nas pesquisas eleitorais. O atual governo enfrentou um grande problema na pandemia. Há um retrato muito negativo. A economia é o calcanhar de Aquiles do atual governo”, disse.

“As pesquisas mostram que tanto o ex-presidente Lula quanto o atual possuem uma grande rejeição. Não posso dizer que a maioria tem desejado o retorno de Lula. Isso só ficará evidente quando voltarem à tona os maus momentos dos governos que ele manteve. Hoje, o que o povo vê é a realidade do atual governo. Então, tem sido pouco lembrado os fatos negativos do governo do ex-presidente Lula”, concluiu o deputado.

A deputada estadual Adriana Accorsi, que também falou ao O Hoje, concorda que apesar das pesquisas mostrarem o desejo do povo em um momento específico, não significa que o resultado será o mesmo nas urnas. “Pesquisas são retratos de um momento histórico e podem mudar com o decorrer do tempo”, afirmou.

“Fato é que, hoje, todas as pesquisas colocam o presidente Lula em primeiro lugar, isolado na liderança nas intenções de voto para presidente. Isso se dá por dois motivos principais. Primeiro, as pessoas estão vendo a grande manipulação que aconteceu para que Lula não pudesse participar das eleições de 2018, quando ele estava em primeiro lugar disparado nas pesquisas e foi objeto de uma perseguição, de uma manipulação e, infelizmente, muitas pessoas foram enganadas. […] A segunda questão é o desastre desse governo Bolsonaro”, avaliou.

“Estamos vendo a tragédia que estamos vivendo hoje. Fome, miséria, desemprego. 600 mil pessoas [mortas pela Covid-19]. Não precisava ter acontecido isso.  Ele fez tudo ao contrário do que tinha que ter feito como presidente, seja na pandemia ou economia. Ele não tem nenhum projeto para economia, educação, segurança pública ou saúde. Não tem nenhum projeto de política pública nacional. Falar que ele não fez nada é até injusto, porque ele fez muita coisa ruim, como gastar milhões em passeios de motocicleta fazendo campanha fora de época”, criticou a parlamentar.

“O que vemos no país é símbolo da miséria que estamos vivendo. Crianças morrendo de Covid-19, porque ele não providenciou as vacinas. Está indo contra a vacinação infantil, está estimulando o negacionismo, estimulando ameaças de morte contra cientistas da Anvisa e, ao mesmo tempo, tragédia na Bahia, dezenas de cidades atingidas pelas barragens, pela chuva, e ele vai passear na praia debochando do sofrimento do povo”, pontuou Accorsi.

“As pessoas sabem como Lula é inteligente, articulado e tem condições de mobilizar todo o país para fazer muito mais do que ele fez quando foi presidente, inovar e ser a solução para essa situação tão difícil que atravessamos. Eu acredito, sim, que a grande maioria das pessoas no Brasil estão convencidas a votar no presidente Lula. Tenho conversado muito em Goiás, feito muitos contatos com vários setores da sociedade. E o que vemos é isso: a esperança que se renova no coração das pessoas, independentemente de partido, para que Lula volte e faça nosso país ser feliz novamente”, ponderou.

Compartilhe: