Cerca de 19 categorias federativas podem paralisar atividades por reajuste salarial

Postado em: 12-01-2022 às 11h13
Por: Alexandre Paes
Além das paralisações já planejadas, os servidores vão discutir em fevereiro uma possível greve caso não seja feito o reajuste | Foto: Reprodução

Ao menos 19 categorias de servidores podem começar a paralisar atividades para elevar a pressão contra o governo por reajustes salariais, após a sinalização do presidente Jair Bolsonaro (PL) de que apenas policiais seriam atendidos em 2022.

O Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) afirma que os sindicatos dessas categorias apoiam seus trabalhadores a suspenderem os trabalhos em três dias, sendo eles dia 18, 25 e 26 de janeiro (calendário aprovado pelo Fonacate em 29 de dezembro).

De acordo com levantamento do Fonacate, discussões sobre paralisações envolvem auditores da Receita, funcionários do Banco Central, servidores da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), auditores e técnicos da CGU (Controladoria-Geral da União) e do Tesouro Nacional, servidores da Susep (Superintendência de Seguros Privados), auditores do trabalho, oficiais de inteligência e servidores das agências de regulação.

Assembleias ainda precisam ser feitas nos próximos dias para confirmar as adesões, o que é esperado em boa parte dos casos pelos dirigentes do fórum. Além das paralisações já planejadas, os servidores vão discutir em fevereiro uma possível greve.

Também integram a lista analistas de comércio exterior, servidores do Itamaraty, servidores do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), defensores públicos federais, especialistas em políticas públicas e gestão governamental, auditores fiscais federais agropecuários, peritos federais agrários, além de servidores do Legislativo, do Judiciário e do TCU (Tribunal de Contas da União).

Nesta quarta-feira (12), está prevista uma reunião virtual da Unacon (que representa auditores e técnicos federais de finanças e controle) para discutir a suspensão dos trabalhos. Na sexta-feira (14), as demais entidades do Fonasefe (Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais) vão deliberar sobre a participação, mas os interlocutores já indicam que haverá adesão.

Juntos, esses fóruns (Fonacate e Fonasefe), segundo a cúpula dessas organizações, representam mais de 80% do funcionalismo do Executivo federal, que hoje tem aproximadamente 585 mil ativos. Além da pauta salarial, os servidores pretendem demonstrar insatisfação com outros aspectos na relação com o governo.

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