As trocas de partido que devem ocorrer em Goiás durante o período de janela partidária

Com a proximidade da janela partidária, as articulações já se encontram a todo vapor

Postado em: 14-02-2022 às 08h39
Por: Marcelo Mariano
Com a proximidade da janela partidária, as articulações já se encontram a todo vapor | Foto: Reprodução

O primeiro turno das eleições está marcado para o dia 2 de outubro, e os políticos que quiserem se candidatar têm um prazo para mudar de partido, de acordo com as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esse período, conhecido como janela partidária, começa em 3 de março e vai até 1º de abril.

Com a proximidade da data, as articulações se encontram a todo vapor. As próximas semanas serão decisivas e, pensando nisso, o jornal O Hoje elaborou uma lista com as principais trocas de partido que devem ocorrer durante a janela partidária.

A começar pelo prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, que deixou o MDB no ano passado e busca uma nova sigla para viabilizar sua candidatura ao governo estadual. No momento, as opções mais cotadas são PL, Podemos e Patriota, mas ele também dialoga com legendas menores, como o Pros.

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Mendanha, na verdade, não precisaria seguir a janela. Como prefeito, ele pode sair de um partido e ir para outro a qualquer hora. O mesmo ocorre com presidente, governadores e senadores, todos esses cargos majoritários. Contudo, o governadoriável tende a usar o maior tempo possível a fim de definir seu destino.

Mais um nome de peso para ficar de olho é o do deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), Lissauer Vieira. De saída do PSB, onde não possui afinidade ideológica, ele quer uma legenda com chapa competitiva para deputado federal, seu objetivo no próximo pleito.

Em dado momento, as negociações pareciam mais avançadas com o Progressistas (PP). Agora, porém, a bola de vez é o PSD. De qualquer forma, Lissauer deve estar em um partido da base do governador Ronaldo Caiado (União Brasil), embora não queira se relacionar com o presidente estadual do MDB e pré-candidato a vice na chapa caiadista, Daniel Vilela.

Os emedebistas, a propósito, caminham para conquistar o passe político de dois deputados federais: Célio Silveira e José Mário Schreiner, prestes a deixar PSDB e União Brasil, respectivamente.

Dos 17 representantes de Goiás na Câmara dos Deputados, em Brasília, três, além de Célio e Schreiner, são especulados em outras legendas. Um deles é José Nelto, que perdeu o comando do Podemos em Goiás para o grupo de Mendanha e, como faz parte da base de Caiado, pode se filiar à União Brasil ao voltar ao MDB. O PSD também é uma opção. 

Há, ainda, os casos de Professor Alcides (PP) e Vitor Hugo (União Brasil). O primeiro já estava com um pé fora da sigla, mas se reaproximou do presidente estadual pepista, Alexandre Baldy. Por ser mendanhista, o Podemos segue no radar.

Enquanto isso, o segundo quer ser candidato ao Palácio das Esmeraldas pelo PL do presidente Jair Bolsonaro, de quem é o maior aliado no estado. No entanto, ele não descarta concorrer ao cargo por um partido diferente.

Entre os três senadores goianos, que, como explicado anteriormente, também não são obrigados a seguir a janela partidária, apenas Luiz Carlos do Carmo será candidato. Em busca de espaço em alguma chapa majoritária para tentar se reeleger, ele já se desfiliou do MDB e conversa com PSC e PL, entre outros.

Por fim, os vereadores, por estarem em meio de mandato, não podem trocar de sigla, a não ser que haja um entendimento amigável entre as partes. Em Goiânia, Sabrina Garcez (PSD) e Sandres Júnior (PP), por exemplo, negociam com o Republicanos.

Devido à fusão entre DEM e PSL, que resultou na União Brasil, há duas exceções. Quando dois partidos se fundem, vale lembrar, seus membros podem se desfiliar e ingressar em uma nova legenda sem risco de perder mandato.

Anderson Sales, ex-DEM, e Lucas Kitão, ex-PSL, são cotados no Solidariedade e PP, respectivamente. A fusão também tende a levar os deputados estaduais Delegado Humberto Teófilo, Major Araújo e Paulo Trabalho, que estavam no PSL, a uma outra sigla, possivelmente o PL.

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