Mendonça envia à PRG ações contra Bolsonaro por mudanças administrativas no Iphan

"Explicaram para mim, ripei todo mundo do Iphan. Botei outro cara lá. O Iphan não dá mais dor de cabeça para a gente”, afirmou o presidente

Postado em: 14-02-2022 às 10h07
Por: Igor Afonso
"Explicaram para mim, ripei todo mundo do Iphan. Botei outro cara lá. O Iphan não dá mais dor de cabeça para a gente”, afirmou o presidente | Foto: Divulgação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR), três notícias-crimes por parlamentares contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) que o acusam de ter cometido os crimes de corrupção passiva, prevaricação e advocacia administrativa em favor do empresário Luciano Hang.

Em dezembro, em um discurso na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Bolsonaro afirmou que havia demitido diretores do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), depois que a instituição teria interditado uma obra de Hang.

O presidente afirmou também, em seu discurso, ter ficado sabendo que um pedaço de azulejo apareceu durante as escavações de uma loja da Havan. “O que que é Iphan, com ‘ph’?”, pergunta Bolsonaro.

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“Explicaram para mim, ripei todo mundo do Iphan. Botei outro cara lá. O Iphan não dá mais dor de cabeça para a gente”, afirmou o presidente. A suspeita de intervenção de Bolsonaro no instituto em razão de interesses pessoais fez com que ele fosse alvo das ações no Supremo.

As notícias-crime foram apresentadas por vários parlamentares: uma delas em conjunto entre a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) e o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que acusam Bolsonaro de advocacia administrativa.

A outra é do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que acusa o presidente de prevaricação e advocacia administrativa. A terceira denúncia é da deputada Natália Bonavides (PT-RN), que também inclui o crime de corrupção.

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