Partidos intensificam convites a parlamentares às vésperas da “janela partidária”

A janela partidária é a primeira etapa para a definição dos quadros que devem disputar a reeleição por outra legenda

Postado em: 17-02-2022 às 08h47
Por: Raphael Bezerra
A janela partidária é a primeira etapa para a definição dos quadros que devem disputar a reeleição por outra legenda | Foto: Reprodução

A busca por parlamentares para a formação de chapas para deputado estadual e deputado federal se intensificou nas últimas semanas com a proximidade da janela partidária. A pouco menos de duas semanas para o  início do período de migração de partido sem a perda do cargo eletivo, os presidentes das legendas se debruçam para a formação das chapas para as eleições proporcionais. 

A janela partidária é a primeira etapa para a definição dos quadros que devem disputar um mandato eletivo ou que buscam a reeleição. Essa janela abre seis meses antes da eleição com um período de 30 dias para as mudanças. Em 2022, o prazo para as migrações será de 3 de março a 1º de abril, considerando que a eleição será no dia 2 de outubro.

Um desses nomes é o do presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), deputado Lissauer Vieira (PSB), que tende a migrar para o PSD, comandado no estado por Vilmar Rocha.

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O presidente da legenda, aponta que a prioridade é a formação das chapas para deputado estadual e federal, além da consolidação do nome do ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. “Nós já temos deputados que estão bem alinhados com nosso projeto, entre eles o Lissauer, José Nelto e Francisco Jr, que já faz parte do nosso quadro. Nosso objetivo é ter 10 candidatos e nossa missão é eleger pelo menos três”, aponta.

Além da busca por deputados federais, o presidente do PSD aponta que a legenda tem convidado deputados estaduais e vereadores da Capital. “Temos nos nossos quadros os deputados Wilde Cambão e Lucas Calil”, lembra. Calil, que é próximo do vereador por Goiânia Lucas Kitão (PSL), indicou o nome do parlamentar para disputar uma vaga na Alego para formar uma dobradinha.

Os vereadores do PSD também devem disputar novos mandatos neste ano. Luciula do Recanto busca uma vaga de deputada estadual, enquanto Sabrina Garcez pode alçar voos para Brasília para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Por outro lado, o MDB caminha para conquistar o passe político de dois deputados federais: Célio Silveira e José Mário Schreiner, prestes a deixar PSDB e União Brasil, respectivamente.

Há, ainda, os casos de Professor Alcides (PP) e Vitor Hugo (União Brasil). O primeiro já estava com um pé fora da sigla, mas se reaproximou do presidente estadual pepista, Alexandre Baldy. 

O PL deve ser o abrigo do ex-líder de Bolsonaro na Câmara, deputado Vitor Hugo (União Brasil). Em busca de espaço para disputar o Governo de Goiás, o major deve deixar a legenda e pode embarcar na legenda comandada em Goiás por Flávio Canedo. O presidente do PL aponta que o objetivo é trazer os principais nomes bolsonaristas para a legenda. “Temos conversas muito boas com Humberto Teófilo, Major Araújo, Cláudio Meirelles, Paulo Cesar Martins e Eduardo Prado. A tendência é que Teófilo seja candidato a deputado federal e os outros possam disputar a reeleição. Mas tem muitas variáveis no jogo ainda”, argumenta.

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