Em eventual segundo turno, Delegado Waldir é 100% Jair Bolsonaro

Deputado federal, que busca cadeira no Senado, diz ainda dialogar com governador em prol de um ‘apoio múltiplo’ aos possíveis candidatos de sua chapa

Postado em: 04-03-2022 às 08h39
Por: Felipe Cardoso
Deputado federal, que busca cadeira no Senado, diz ainda dialogar com governador em prol de um ‘apoio múltiplo’ aos possíveis candidatos de sua chapa | Foto: Alex Ferreira / Câmara dos Deputados

Durante o primeiro encontro dos deputados estaduais na nova sede da Assembleia Legislativa, a presença de um federal se destacou em meio a multidão: Delegado Waldir (União Brasil). O parlamentar esteve na Casa de Leis para conhecer a estrutura do prédio e parabenizar os colegas pela conquista. Mas questões políticas não ficaram alheias à visita. 

Ao comentar o cenário eleitoral em que seu nome está inserido –Waldir figura como um dos nomes fortes na corrida pelo Senado–, o federal disse que segue buscando espaço na chapa do governador Ronaldo Caiado (União Brasil) para concorrer ao cargo. “Quando eu e o governador voltamos a dialogar, a proposta era que eu iria construir minha candidatura ao Senado. E é o que estamos fazendo”, disse em entrevista ao O Hoje.

Para ele, o cenário é positivo pela sua posição no maior partido do Brasil, com maior estrutura e tempo de TV. “O que construímos em conjunto com o governador”, acrescentou. Porém, apesar de figurar como um dos nomes fortes para a disputa, pesquisas mais recentes de intenção de voto mostram o candidato do PSD, Henrique Meirelles, em vantagem numérica. 

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Recentemente, Caiado também esteve com Meirelles em uma conversa que aparenta costura de chapa. O estreitamento, porém, não parece incomodar Waldir. “É extremamente democrático que o governador converse com todas as forças políticas de Goiás e do Brasil. É algo que faz parte da política”. 

Apesar das conversações cada vez mais intensas, o federal disse aguardar com tranquilidade o “momento certo”, leia-se as convenções. Mas não só: ele busca que haja uma espécie de ‘múltiplo apoio’ do governador aos diferentes candidatos que buscam o Senado pela sua chapa.

“Fiz uma consulta, tentando trazer de volta uma decisão de 2010 que ainda está em vigor, o governador pode coligar com, por exemplo, dez partidos, e cada um pode lançar seu candidato ao Senado. Penso que é o melhor cenário e o que estamos dialogando para acontecer. Teríamos vários nomes e deixaríamos o eleitor escolher o melhor para nosso Estado”, explicou. 

E disparou para findar o assunto: “Não vou colocar a faca no pescoço de ninguém, só quero ter a oportunidade de colocar meu nome para a população decidir. Não podemos impor uma candidatura, ou duas, em razão do poder econômico. Não podemos manter escolhas atrás dos balcões, precisamos de escolhas democráticas”. 

Nacional 

Ao comentar o desenho do cenário nacional, o parlamentar disse que ainda é cedo para declarar seu voto, especialmente pela fidelidade a seu partido “que está tentando construir uma candidatura”. “Se isso acontecer, tenho que seguir as orientações partidárias”, acrescentou. 

Porém, questionado sobre a possibilidade de um um eventual segundo turno entre Lula e Bolsonaro, foi incisivo. “Sou de direita, conservador, patriota, cristão e coerente. As minhas pautas não mudaram. Quem nunca brigou com um irmão? [disse em alusão a cisão com Bolsonaro logo no início da gestão do presidente] Se a gente em casa briga, imagina na política”. 

Na sequência, revelou: “Outro dia o presidente me convidou, me recebeu, me deu um abraço. Ele gosta de mim, tem um carinho por mim. Não vou votar no Lula, não sou de esquerda e não posso permitir que o país regrida. No segundo turno já tenho meu voto definido. Bolsonaro 100%”.

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