Depois da anulação da Operação Cash Delivery, advogados vêm a Goiânia falar sobre defesa dos réus

Postado em: 02-05-2022 às 18h10
Por: Augusto Diniz
Defesa de Jayme Rincón (no centro da foto à direita, ao lado do então governador Marconi Perillo) concede entrevista sobre os rumos do que considera ser a "Lava Jato do Cerrado" | Foto: Henrique Luiz/Governo de Goiás (2013)

Em 2021, a acusação contra o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) em desdobramento da Operação Cash Delivery foi arquivada no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO). Na sequência, a ação contra o ex-governador e o então presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop), Jayme Rincón, foi aceito na Justiça Federal. Deflagrada em 2018, durante as eleições estaduais, a Cash Delivery levou os dois tucanos a dormirem na cadeia logo depois do primeiro turno.

Os advogados Romero Ferraz Filho e Cristiano Zanin Martins, que atuam na defesa de Jayme Rincón, vêm a Goiânia na terça-feira (3/5), às 11 horas, conceder entrevista sobre os desdobramentos das ações relativas à Operação Cash Delivery.

Os representantes do ex-presidente da Agetop vão falar a respeito do que consideram a “Lava Jato do Cerrado”, a decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o caso e como a o trabalho de investigação foi suspenso. Zanin e Ferraz Filho conversarão com a imprensa no auditório do Edifício Metropolitan, que fica na Avenida Deputado Jamel Cecílio, número 2690, no Jardim Goiás.

Entenda o caso

Na quinta-feira (28/4), o ministro Gilmar Mendes, do Superior Tribunal Federal (STF), acatou parcialmente um recurso da defesa de Rincón e declarou que a Justiça Federal não tem competência para analisar as acusações contra o ex-presidente da Agetop. Mendes mandou o processo ser remetido novamente à Justiça Eleitoral.

A apuração da suspeita de repasses ilegais da empreiteira Odebrecht a políticos ligados à gestão Marconi nas campanhas de 2010 e 2014 levou o governador Ronaldo Caiado (União Brasil), eleito no primeiro turno em 2018, a mudar o nome da agência assim que assumiu o Executivo estadual. A nova sigla Goinfra [Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes] foi adotada em janeiro de 2019 porque Caiado dizia entender que Agetop teria se tornado um sinônimo de corrupção no governo.

Volta para a Justiça Eleitoral

Com a decisão de Gilmar Mendes, a ação sairá da alçada da Justiça Eleitoral e será remetida à 135ª Zona Eleitoral de Goiânia. Em agosto de 2021, a mesma Corte determinou que os autos do processo fossem arquivados. A tendência, pelo o que tudo indica, é de que a 135ª Zona Eleitoral da capital adote entendimento parecido.

O advogado Cristiano Zanin Martins atua na defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos processos oriundos da Operação Lava Jato ao lado da também advogada Valeska Teixeira Martins.

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