“Não está no radar” diz Pacheco sobre a privatização da Petrobrás

Postado em: 12-05-2022 às 17h02
Por: Ana Bárbara Quêtto
"Não há vilão ou mocinho nessa história", diz Pacheco em relação ao preço dos combustíveis. | Foto: Reprodução.

Nesta quinta-feira (12/5), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que a privatização da Petrobrás, na opinião dele, “não está no radar”. De acordo com Pacheco, a questão não está em discussão no Congresso no momento.

Após uma reunião com os secretários de Fazenda dos estados sobre o preço dos combustíveis, o Presidente falou com a imprensa. “Não há vilão ou mocinho nessa história”, disse.

“Em relação a esse tema, eu já disse outras vezes e reitero que os estudos, o aprofundamento de modelos, de possibilidades, eu acho importante que tenhamos um estudo aprofundado sobre possibilidades relativamente à Petrobras. Mas não considero que esteja no radar ou na mesa de discussão neste momento a privatização da empresa porque o momento é muito ruim para isso”, afirmou Pacheco.

Segundo ele, a decisão de privatizar a Petrobrás demandaria muito diálogo, é uma decisão que pode ser estudada o quanto for necessário, “mas não é uma decisão fácil a ser tomada”, reforça. Além disso, o Presidente argumentou que, apesar dos efeitos negativos do aumento dos combustíveis na inflação, é preciso reconhecer que a Petrobrás é um “ativo nacional, que é uma empresa bem-sucedida no nosso país, que precisa ser valorizada”.

“Essa definitivamente não é uma solução de curto prazo. Não se tem compreensão nem se é uma solução de médio e longo prazos. Estudos podem ser feitos, é o papel do ministro fazer todos estudos necessários. Mas entre o estudo e a realidade de concretização disso há uma distância muito longa e da qual o Congresso Nacional não se apartará”, acrescentou.

Nesta quarta-feira (11/5), o novo Ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, declarou que pedirá estudos ao governo sobre a eventual privatização da Petrobrás e da Pré-Sal Petróleo SA (PPSA). Ele firmou que tem o aval e “apoio de 100%” do Presidente da República, Jair Bolsonaro.

Combustíveis

Durante a reunião, Pacheco também apoiou que seja feita uma reunião com os governadores para discutir como os estados, municípios, governo federal e Congresso podem contribuir para conter o aumento nos preços dos combustíveis.

“Não há vilão ou mocinho nessa história. Temos de encontrar os caminhos que sejam possíveis e que possam não sacrificar os estados, a União ou a Petrobras. Ninguém quer sacrifício absoluto de ninguém a ponto de inviabilizá-los, mas todo mundo quer a colaboração de todos”, afirmou.

De janeiro a abril deste ano, dados oficiais mostram que a arrecadação dos estados sobre combustíveis bateu recorde. Pacheco pediu para que os estados avaliem a possível redução da alíquota do ICMS. Ele declarou que os dividendos da Petrobrás são “estratosféricos”. O Legislativo já aprovou a estabilização de preços dos combustíveis, com dividendos da empresa estatal, da União e Petrobrás.

“A Petrobras precisa contribuir para a solução do preço dos combustíveis, e isso se dá sentando à mesa, dialogando e, eventualmente, comungando dos esforços do Senado de poder criar essa conta de equalização com os dividendos da União em relação aos lucros da Petrobras”, disse.

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