Marconi Perillo diz que não teme enfrentar Caiado

Postado em: 17-05-2022 às 09h28
Por: Thauany Melo
Tucano falou sobre fim da Operação Cash Delivery e futuro na política | Foto: Divulgação

Em coletiva de imprensa realizada na segunda-feira (16), o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) comentou a decisão do  Supremo Tribunal Federal (STF) de anular as denúncias feitas no âmbito da Operação Cash Delivery e falou sobre o seu futuro na política.

Assim como o também acusado ex-presidente da antiga Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Agetop), Jayme Eduardo Rincón, Perillo afirmou que pretende entrar com ação contra os promotores que o “perseguiram ao longo dos últimos anos”, em razão de “vinculações políticas” e “falta de isenção”. Além disso, o tucano afirmou que a “Operação Cash Delivery está morta”.

“Houve uma sórdida armação política com um único objetivo, que era me derrotar como candidato ao Senado”, disse.

O ex-governador ressaltou que o prazo para recorrer da decisão do STF já foi encerrado e, com isso, o caso retorna à Justiça Eleitoral. “Vai começar uma nova investigação e nós vamos nos defender”, disse. O político também relembrou que, em 2021, o processo da operação foi arquivado no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO).

Política

Sobre a possibilidade de concorrer ao Governo de Goiás, Perillo afirmou que “está disposto a participar efetivamente do processo eleitoral de 2022”. No entanto, ele ainda não confirmou a pré-candidatura.“Por parte de 80% a 90% das lideranças há o desejo que eu seja candidato ao governo do estado. Uma parte gostaria que disputasse ao Senado e outra parte pequena à Câmara Federal”, disse.

Questionado sobre enfrentar o atual governador do estado, Ronaldo Caiado (UB), Marconi Perillo afirmou que já enfrentou “máquinas fortes” e venceu.“Se tem uma pessoa que não teme adversidades, enfrentar máquinas poderosas, sou eu”, disse. O ex-governador também teceu críticas a Caiado (UB) e chegou a dizer que “ele é o pior governador da história de Goiás”. 

Operação Cash Delivery

As investigações da Cash Delivery tiveram início em 2018 mirando o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e o ex-presidente da Agetop Jayme Rincón. A apuração, feita a partir de delações de ex-executivos da Odebrecht, envolvia suposta corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Em 2018, Rincón e Perillo chegaram a ser presos. Já em agosto de 2021, o processo da operação foi arquivado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) e seguiu na Justiça Federal.

No dia 28 de abril Gilmar Mendes assinou a decisão em que acatou o pedido de habeas corpus dos advogados do ex-presidente da Agetop, orientou o retorno do processo à Justiça Eleitoral e afirmou que, além de fragmentação do processo, também houve utilização de “instrumentos de bypass processual”, ou seja, o desvio estratégico do processo para uma competência indevida.

“No caso em análise, entendo que houve duas violações à garantia do juiz natural, tendo em vista: a) o indevido fracionamento do feito perante o STJ, com a artificiosa divisão dos processos relativos às infrações penais eleitorais e aos crimes comuns; b) a atuação dos órgãos de primeira instância, que se utilizaram de instrumentos de bypass processual para tentar modificar o juiz competente para processar e julgar os fatos investigados”, afirmou o documento.

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