Caseiro é preso suspeito de agredir e abusar de filhote em fazenda de Alto Paraíso

Postado em: 24-05-2022 às 16h04
Por: Ícaro Gonçalves
As testemunhas relataram que os maus-tratos eram contínuos, principalmente durante a noite, quando elas estavam dormindo | Foto: Divulgação/PCGO

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) cumpriu nesta terça-feira (24) mandado de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva contra um homem de 55 anos, suspeito de crimes de maus-tratos contra animais domésticos.

Segundo a PCGO, um caseiro de uma fazenda em Alto Paraíso maltratou, por inúmeras vezes, um filhote de pastor alemão, de seis meses, chamada “Kira”. Os maus-tratos foram presenciados pela funcionária e pelo vizinho da propriedade.

As testemunhas alegaram aos policiais em depoimento que tentavam evitar as agressões, mas eram constantemente ameaçadas pelo investigado, o qual dizia que iria matá-los, caso denunciassem o crime ao dono da cachorra.

Com as agressões, a cachorra ficou em estado extremante debilitado, com hemorragia interna e com aparente abuso sexual, quando, então, o dono do animal tomou conhecimento dos fatos e a levou imediatamente a Brasília/DF, onde o filhote permaneceu internado em clínica veterinária.

Violência contínua

As testemunhas relataram que os maus-tratos eram contínuos, principalmente durante a noite, quando elas estavam dormindo. Consta ainda nas declarações das testemunhas que o investigado arremessava a cachorra contra o arame e batia nela com pedaço de madeira.

Após ter conhecimento dos fatos, o proprietário da cachorra demitiu o caseiro e ele também passou a ameaçá-lo. Além das testemunhas presenciais, os policiais juntaram aos autos vídeos comprovando as agressões, além de todo relatório médico veterinário que comprova as agressões.

Em vídeo divulgado pela Polícia Civil, é possível ver a filhote sangrando, com hemorragia interna. O atual estado de saúde dela não foi divulgado.

Investigação

O homem foi preso pela PCGO nesta terça em Alto Paraíso, cidade para qual o suspeito se mudou após a demissão. Ele foi recolhido à unidade prisional e encontra-se à disposição do Poder Judiciário. A Operação de prisão ao suspeito recebeu o nome de São Francisco de Assis, em alusão ao santo “protetor dos animais”.

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