Caiado anunciou transferência da CPP, mas não fez contato com prefeitura de Aparecida

Postado em: 02-06-2022 às 10h22
Por: Francisco Costa
Prefeito do município, Vilmar Mariano disse que não foi procurado (Foto: Reprodução)

Depois do governador Ronaldo Caiado (União Brasil) dizer que o Complexo Prisional de Aparecida seria desativado e haveria a transferência da população carcerária, o prefeito do município Vilmar Mariano, o Vilmarzin (Patriota), disse que o governo não procurou a prefeitura sobre o assunto. Segundo ele, nunca houve conversas entre o gestor estadual e ele nesse sentido.

“Não conversou comigo e nem com o Gustavo [Mendanha (Patriota]”, se refere ao ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, que se desincompatibilizou em abril para se tornar pré-candidato ao governo de Goiás. Caiado anunciou na quarta-feira (1º) que tiraria do papel o projeto durante entrevista para rádio Sagres.

“Já determinei a apresentação daquilo que é a maior demanda da população de Aparecida: a transferência daquele complexo para outro local, dando total liberdade, para população de Aparecida, para expandir uma área que hoje está quase 100% ocupada pelas indústrias. O presídio bloqueia a expansão da área industrial. Determinei avanços na parte do projeto e na parte orçamentária. O complexo vai ser transferido para um local mais distante. É importante dizer que nós só autorizamos ordem de serviço com dinheiro em caixa”, disse o governador.

Ele não detalhou o projeto, mas afirmou que a base seria um daqueles criados por governos anteriores em parceria com a prefeitura de Aparecida. Em 2014, o então prefeito Maguito Vilela (MDB) assinou com o então governador Marconi Perillo (PSDB) a desapropriação de uma área de 30 alqueires na zona rural. O intuito era uma edificação que comportasse 1,6 mil detentos.

Discurso eleitoreiro

Para Vilmar, é um discurso eleitoreiro. “Se ele tivesse procurado o Gustavo há três anos, quando ele começou o mandato, tudo bem. Já tínhamos tirado do papel. Mas não procurou. Meu sonho é saber qual é esse projeto.” O prefeito de Aparecida diz, ainda, que há seis meses do fim do mandato o povo da cidade não irá acreditar nesse tipo de promessa.

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