Candidatura de Bolsonaro é oficializada com ataques ao PT

Homologação do nome do presidente aconteceu neste domingo, com a presença de cerca de 12 mil pessoas

Postado em: 25-07-2022 às 08h04
Por: Redação
O evento, marcado pelas cores verde e amarelo, aconteceu no estádio Maracanãzinho | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Mel Castro

O Partido Liberal (PL) lançou, neste domingo (24), a candidatura do atual presidente da República, Jair Bolsonaro, à reeleição. O evento, marcado pelas cores verde e amarelo, aconteceu no estádio Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, e contou com a presença de membros da sigla, aliados e apoiadores.

Em convenção nacional que anunciou também o ex-ministro da Defesa, general Braga Netto, como vice-candidato à chefia do Poder Executivo, Bolsonaro destacou os feitos de sua gestão e não poupou ataques ao seu principal concorrente, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera as intenções de votos, de acordo com pesquisas divulgadas nos últimos meses.

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“Nós gastamos, em 2020, com o Auxílio Emergencial, o equivalente a 15 anos de Bolsa Família. Como assim o governo não pensa nos mais pobres?”, ponderou o presidente, ao citar o programa social criado pelo governo federal, durante o período da pandemia da Covid-19. Ele prometeu, ainda, manter o Auxílio Brasil no valor de R$600, caso seja reeleito.

Críticas

De forma direta, Bolsonaro enfatizou, em discurso, que a população brasileira deve pensar a política não apenas com base no presente, mas principalmente no futuro. “Temos que nos antecipar a problemas”, disse. “De nada vale um país rico se o povo escolher um bandido para a Presidência da República. Querem dar a presidência para um cachaceiro descondenado?”, acrescentou, com a ressalva de não se tratar de um ataque a Lula, mas sim “uma constatação”.

Convocação

Durante a convenção, o presidente também citou que o Brasil necessita de um governo democrático, que trabalhe de forma transparente. A afirmação foi feita em menção indireta ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao sistema eleitoral, seguida de convocação para ato no dia 7 de setembro, data em que é celebrada a Independência do Brasil.

“Nós somos a maioria, somos do bem, temos disposição para lutar pela nossa liberdade, pela nossa pátria. Convoco todos vocês agora para que todo mundo no 7 de setembro vá às ruas pela última vez”, conclamou. “Esses poucos surdos de capa preta têm que entender o que é a voz do povo”, salientou, em referência aos ministros.

Presença

A cerimônia de oficialização da candidatura de Bolsonaro foi aberta pelo pastor Marco Feliciano e contou com orações e citações à família como um dos pilares primordiais da política. Em seguida, Michelle Bolsonaro fez uso da palavra. Em tom de defesa às mulheres, a primeira-dama citou as leis protetivas ao público feminino, criadas durante a gestão de Bolsonaro.

O evento contou com  cerca de 12 mil pessoas, de acordo com os organizadores. Dentre elas, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP). O parlamentar, que utilizava uma camiseta com a escrita “Bolsonaro 22”, recebeu, inclusive, agradecimentos advindos do presidente. “”Graças a ele conseguimos aprovar leis que vieram a baixar o preço dos combustíveis. A grande maioria dos parlamentares estão com o governo e o governo está com ele. Temos três poderes, mas Legislativo e o Executivo são irmãos”, disse.

Os filhos do presidente, Eduardo Bolsonaro (PL) e Carlos Bolsonaro (Republicanos), entretanto, não compareceram à convenção. Em viagem para os Estados Unidos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro compartilhou a transmissão do evento por meio de seu perfil nas redes sociais, como demonstração de apoio. Carlos Bolsonaro, por sua vez, não se manifestou a respeito de sua ausência.

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