Reforma tributária deve ficar para 2023

Com a corrida eleitoral, a reformulação do sistema tributário deve acabar ficando para o próximo ano.

Postado em: 27-07-2022 às 15h32
Por: Luan Monteiro
Com a corrida eleitoral, a reformulação do sistema tributário deve acabar ficando para o próximo ano. | Foto: Reprodução

A reforma tributária não foi aprovada pelos senadores no primeiro semestre de 2020 e, com a corrida eleitoral, a reformulação do sistema tributário deve acabar ficando para o próximo ano.

O ano de 2022 começou otimista, com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Davi Alcolumbre (União-AP), prometendo que a reforma tributária teria prioridade na comissão. Alcolumbre quem apresentou a PEC da Reforma Tributária no Senado.

“Temos o compromisso de avançar nas propostas que já estão em discussão, como é o caso especial da PEC 110. Esse pleito é do setor produtivo, dos contribuintes, dos entes subnacionais. Sabemos da complexidade do tema, mas entendemos que o crescimento de nosso país depende disso, sendo uma prioridade do Congresso Nacional para 2022”, disse o presidente do Senado, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

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No final de fevereiro, o relator da matéria, senador Roberto Rocha (PSDB-MA) apresentou nova versão de seu relatório. Ele já havia apresentado dois em 2019 e outro em 2021. Em meados de março, a CCJ tentou votar a PEC, mas houve adiamento por falta de acordo. O relator apresentou complementações a seu relatório após novos debates e negociações. Enquanto isso, Pacheco mantinha esforços em busca de consenso para a votação da proposta. Em abril, houve outro adiamento de votação na CCJ.

“Ao longo desses últimos três anos conseguimos construir o texto que mais avançou até hoje no que diz respeito à reforma tributária. Estamos tratando de uma reforma na base consumo, não estamos tratando da base renda, nem patrimônio. Ou seja, é a base onde está a maioria da população brasileira, sobretudo a mais pobre. Temos a questão da Zona Franca de Manaus, a questão do IPI, do ICMS. É muito difícil chegar a um consenso, chegar a um acordo e a falta de quórum da CCJ é uma prova disso. Vejo com muita dificuldade, este ano, aprovar a reforma tributária”, afirmou Roberto Rocha.

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