Em prisão domiciliar, Roberto Jefferson é nomeado candidato a presidência pelo PTB

Na convenção estava presente o deputado federal Daniel Silveira (RJ), lançado pelo partido como candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro, apesar de estar inelegível.

Postado em: 01-08-2022 às 12h44
Por: Luan Monteiro
Na convenção estava presente o deputado federal Daniel Silveira (RJ), lançado pelo partido como candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro, apesar de estar inelegível. | Foto: Reprodução

O ex-deputado federal Roberto Jefferson, condenado no mensalão, foi formalizado como candidato a Presidência da República pelo PTB nesta segunda-feira (1º/8). O PTB justifica que a candidatura de Jefferson irá ampliar as opções de eleitores de direita e conter parte dos ataques da esquerda ao presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na convenção estava presente o deputado federal Daniel Silveira (RJ), lançado pelo partido como candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro, apesar de estar inelegível. Ele discursou no evento.

Jefferson, que cumpre prisão domiciliar, foi aprovado com aclamação no evento, que foi acompanhado por participantes remotamente e realizada presencialmente num hotel em Brasília.

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O ex-deputado gravou um vídeo de pouco mais de dez minutos no qual lembrou que, nas eleições de 2018, o PTB apoiou Bolsonaro. “Logo no princípio do governo eu disse para ele que o PTB só desejava um cargo no governo, o de presidente da República, e o convidei a integrar o nosso partido, visto que o PSL [legenda que se uniu ao DEM para formar a União Brasil], seu partido, se esvaziara e rachara ao meio”, afirmou.

Jefferson disse, na sequência, que Bolsonaro disputa a reeleição “sozinho, contra tudo e contra todos”, enquanto a esquerda se apresenta “como um polvo”, com múltiplas candidaturas. “O candidato de direita é desconstruído pela ação intensa de uma fauna de candidatos da oposição que se alterna em ataques e reunifica eleitores desgarrados de seu bloco esquerdista”, disse.

No vídeo, ele defendeu ainda que o PTB tenha um nome na disputa eleitoral. “Nossa ação não se opõe a Bolsonaro. Confronta a abstenção, preenchendo alguns nichos de opção ao eleitorado direitista”, afirmou. “Ofereço meu nome para disputar a eleição”, prosseguiu. “Preso fui, preso estou. Sou fã das ideias de Bolsonaro. Ele defende os mesmos valores e bandeiras do nosso PTB”, afirmou, antes de acrescentar que o partido foi o mais leal ao presidente no Congresso e na tentativa de frear “o ímpeto golpista” de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Roberto Jefferson foi preso em 13 de agosto de 2021. Ele que foi pivô do escândalo do Mensalão, em 2005, é suspeito de integrar uma Milícia Digital que ataca a democracia. O pedido da detenção dele partiu do ministro do STF Alexandre de Moraes.

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