Vilmar articula para ser nome do governo ao Senado

Comentário é que o político tem argumentado ser o único da base que pode não se voltar contra o grupo governista

Postado em: 15-08-2022 às 08h15
Por: Izadora Resende
Para o MDB, que deve bancar Daniel Vilela como sucessor de Caiado em 2026, é melhor que candidato agora não seja sinônimo de ameaça | Foto: Reprodução/ Facebook

Com o passar dos dias e aproximando-se o grande dia das eleições, alguns candidatos ao senado seguem buscando por alianças. Nos bastidores, a conversa que tem acontecido é de uma possível negociação de Vilmar Rocha, presidente estadual do PSD e candidato ao senado, com o MDB. Essa articulação seria para receber o apoio do partido, haja vista que a base caiadista deverá – embora não confesse – apoiar um único nome na corrida ao Congresso Nacional.

Desde o início da pré-campanha, quando diversos nomes surgiram para a disputa da vaga ao senado, a postura do governador Ronaldo Caiado (União Brasil) foi de apoiar as candidaturas avulsas, o que fez alguns pré-candidatos, à época, desistirem da disputa. Contudo, outros nomes se mantiveram firmes nesta caminhada, contando com o apoio de Caiado. O que muitos não esperavam, embora já estivesse sendo cogitada, era a decisão de Marconi Perillo (PSDB) de disputar, também, vaga como senador.

O jogo mudou

Antes de Perillo oficializar a candidatura,seria de fato possível que a base do governador se  mantivesse apoiando os três candidatos [Alexandre Baldy (Progressistas), Delegado Waldir (União Brasil) e Vilma Rocha] à Casa Alta. Mas com a entrada do ex-governador no jogo, o cenário mudou. A cada dia aumentam mais os rumores de que será necessário optar por apenas um nome nessa disputa.

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Um dos maiores nomes políticos do estado de Goiás, Marconi está obrigando os adversários a buscarem apoio e recursos, tanto político quanto financeiro. O intuito das novas alianças será fazer uma campanha equilibrada, aumentando, verdadeiramente, as possibilidades de brigar contra a chapa bilionária que Perillo formou. Vale ressaltar que o segundo suplente de Perillo, Marcos Ermírio, declarou ao Tribunal Superior Eleitoral um patrimônio de mais de 1,26 bilhão de reais.

Tentativa

A mais recente tentativa de Vilmar Rocha foi o diálogo com a advogada Ana Paula Rezende, filha da Dona Íris do ex-prefeito e ex-governador de Goiás, Iris Rezende – falecido em novembro de 2021. Ana Paula, embora não seja política (por escolha), é filiada ao MDB e transita muito bem no alto escalão político, já que durante muitos anos acompanhou o trabalho do pai, que marcou a história de Goiânia e de Goiás. Inclusive, a advogada esteve presente na convenção do União Brasil, que aconteceu no início do mês (5/8),prestando apoio à chapa de Caiado, e destacou que essa era uma vontade de Iris Rezende.

Vilmar Rocha e Ana Paula estiveram juntos na semana passada. Em foto publicada nas redes sociais ele apareceu ao lado da filha de Iris Rezende, segurando um livro em mãos. Na legenda da foto, escreveu: “Tive o privilégio de tomar café da manhã com Ana Paula, filha de Dona Íris e de Iris Rezende. No escritório da família, trocamos livros e boas ideias sobre o futuro de Goiás e de Goiânia”. O encontro aconteceu na última sexta-feira (12/8), em Goiânia.

Em off, o que se sabe é que Vilmar Rocha tem argumentado que, caso eleito, será o único candidato da chapa que não se tornará adversário do grupo governista, independente de qual seja, ao passo que não tem pretensão de disputar vaga para chefe do executivo em Goiás.

Em contrapartida, segundo ele, Delegado Waldir (UB) e Alexandre Baldy (PP) podem ser nomes que virão para disputar o governo do estado, em 2026. Com essa visão futurista e de não-oposição ao governo goiano, Vilmar tenta construir um caminho vitorioso para o senado, que será decidido nas eleições de outubro.

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