Quantidade de mulheres candidatas nas eleições bate recorde

Os dados parciais são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com base nos registros informados na plataforma de divulgação nesta terça-feira (16)

Postado em: 17-08-2022 às 09h11
Por: Alexandre Paes
Os dados parciais são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com base nos registros informados na plataforma de divulgação nesta terça-feira (16) | Foto: Reprodução

Com 9.415 pedidos de registro de candidaturas, o que representa 33% dos concorrentes a uma vaga nas eleições de 2022, as mulheres terão participação recorde nas urnas neste ano. No entanto, o crescimento feminino na política vem desacelerando no país. Enquanto o aumento foi de 60,6% de 2010 a 2014, e de 13,3% de 2014 a 2018, neste ano o crescimento ficou em 2,2% em comparação com as eleições gerais anteriores.

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) que foram divulgados em julho pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres são a maioria no Brasil, representando 51,1% da população brasileira. O dado representa 4,8 milhões de mulheres a mais que homens no país.

O estado que possui a maior proporção de candidatas é o Rio Grande do Norte, com 194 mulheres (35,54% do total). Já a unidade da federação com menos candidatas é o Rio de Janeiro, com 868 mulheres (31,89%).

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Os dados parciais são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com base nos registros informados na plataforma de divulgação nesta terça-feira (16). De acordo com a cientista política Maiane Bittencourt, a desaceleração do crescimento é uma tendência e o principal motivo é a falta de financiamento.

Segundo ela, os homens teriam mais recursos próprios e mais facilidade de obter capital. “A prioridade nos partidos vai para os candidatos que eles acreditam serem mais competitivos, terem mais chances de ganhar e, infelizmente, as mulheres não são maioria nessa lista”, aponta Maiane.

Um caso que ilustra esse cenário é o da disputa eleitoral no Ceará. A atual governadora, Izolda Cela, mesmo estando no controle do Executivo, não foi a escolhida pelo seu partido, o PDT, para concorrer às eleições de 2022, sendo preterida pelo ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio, apoiado por Ciro Gomes. “Mesmo com o alto número de candidatas, ainda está longe de espelhar a necessidade democratica que a sociedade necessita” pontuou Maiane.

Entre as legendas, o PL do presidente Jair Bolsonaro lidera o ranking de partidos com mais candidatas, tendo 501 mulheres. O número ainda é a metade das candidaturas dos homens: 1.077. O PCB, apesar de ter lançado Sofia Manzano à Presidência da República, fica na base do ranking, com 30 mulheres – e 53 homens.

*Com informações da CNN Brasil*

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