Sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

Iris Rezende pode receber mais uma homenagem em Goiânia

Trata-se do Memorial Iris Rezende Machado, projeto de Clécio Alves que já passou em primeira votação

Postado em: 28-11-2022 às 10h44
Por: Francisco Costa
Trata-se do Memorial Iris Rezende Machado, projeto de Clécio Alves que já passou em primeira votação (Foto: Prefeitura de Goiânia)

Tramita na Câmara de Goiânia mais uma homenagem ao ex-prefeito e ex-governador Iris Rezende, que faleceu em novembro de 2021. Na última semana, a Casa de Leis aprovou em primeira votação o projeto de lei que cria o Memorial Iris Rezende Machado.

O projeto é do vice-presidente da Casa, vereador Clécio Alves (Republicamos), mesmo autor da mudança de nome da Avenida Castelo Branco para Agrovia Iris Rezende, já aprovada na Casa. De acordo com ele, o intuito é registrar a história e cultura de Goiânia, traduzida por meio do trabalho do líder emedebista.

Segundo ele, o espaço – a ser instalado no Centro Cultural Casa de Vidro, no Jardim Goiás – terá acervo completo sobre a trajetória do ex-governador. Serão fotos, textos e vídeos, bem como itens doados pela família e outros materiais relacionados que existem na Câmara e na prefeitura de Goiânia.

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“Vamos criar um acervo completo, da história e trajetória da vida política dele, como expoente da política administrativa da cidade e do estado. Teremos estrutura qualificada, com teatro e cinema, tudo à altura da história de nosso saudoso Iris”, disse Clécio.

Antes de ser votado em segundo turno, o projeto passará pela Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia.

De Castelo Branco para Iris Rezende

No último dia 19, o prefeito em exercício Romário Policarpo (Patriota) sancionou a lei que muda o nome da Avenida Castelo Branco para Agrovia Iris Rezende Machado. O texto, de autoria de Clécio Alves, foi aprovado na Câmara Municipal de Goiânia em 17 de novembro.

A mudança de nome da avenida, vale lembrar, havia sido aprovada anteriormente na Casa, porém, foi vetada pelo prefeito Rogério Cruz (Republicanos). O veto foi mantido pela Câmara após pressão de empresários da região. A votação do projeto deveria ocorrer no dia 16, mas Clécio pediu vista do próprio projeto por temer a recusa da matéria pela presença dos empresários na Casa de Leis. Na ocasião, a galeria estava cheia de comerciantes que protestavam contra a alteração.

Para Clécio, a proposta visa “tirar o nome de um ditador” de uma das vias mais importantes da capital. “Esse projeto vai tirar o nome de um ditador, de um vagabundo, que puniu a população brasileira que nunca fez nada em Goiânia e vai colocar o nome do maior representante do agro do Estado e do Brasil. Se tirar o que Iris Rezende fez em Goiânia não sobra nada, inclusive a Castelo Branco”, disse.

“Os comerciantes terão cinco anos para fazer as adequações, são cinco anos e não cinco dias. E eu reafirmo, se precisar dos R$ 13 milhões que tenho direito [Clécio foi eleito deputado estadual no último dia 2 de outubro] como deputado, eu destino esse dinheiro para comerciantes da Castelo Branco não sofrerem esse prejuízo”, completou.

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