Sexta-feira, 03 de fevereiro de 2023

Magda Mofatto admite que deve retornar à presidência do PL

A deputada federal por Goiás Magda Mofatto (PL) deu um sinal mais claro ao Jornal O Hoje sobre seu futuro no partido.

Postado em: 07-12-2022 às 08h20
Por: Francisco Costa
Cautelosa, a deputada federal por Goiás Magda Mofatto deu um sinal mais claro ao Jornal O Hoje sobre seu futuro no partido. | Foto: Reprodução

A deputada federal por Goiás Magda Mofatto (PL) deu um sinal mais claro ao Jornal O Hoje sobre seu futuro no partido. “A tendência é que eu fique [na presidência]”, respondeu ao questionamento.

Segundo ela, já está claro que o deputado federal Major Vitor Hugo (PL) não permanecerá na presidência. O parlamentar disputou o governo de Goiás e terminou em terceiro lugar – ele pode ir para São Paulo para trabalhar com o governador eleito Tarcísio de Freitas (Republicanos). Isso porque o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) foi eleito em primeiro turno.

Magda afirma que Valdemar Costa Neto, presidente nacional da legenda, aguarda acalmar os ânimos pós eleições para tratar o assunto. Entre as “turbulências”, o presidente nacional do PL teve decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo bloqueio de mais de R$ 22 milhões – mais de R$ 13 mi já foram – por causa de ação da legenda que questionou somente o segundo turno do pleito e foi considerada “litigância de má-fé”. A peça tentava reverter a derrota de Bolsonaro (PL) nas urnas. 

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Para isso, o partido de Bolsonaro fez a demanda citando um “bug” que envolvia arquivos “log” de urnas menos atuais. O “problema”, segundo especialistas, é facilmente sanado por meio de um simples cruzamento de dados e não impacta o processo eleitoral. Então, Magda reforça que a questão estadual virá após esta fase de discussões.

Presidência

Vale lembrar, Vitor Hugo assumiu o comando do PL em Goiás na primeira quinzena de maio. Ele se tornou presidente do diretório estadual alguns dias após Magda Mofatto ter sido empossada. Inclusive, em vídeo divulgado nas redes sociais, à época, a liderança do Major foi reiterada pelo presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto. 

Isso ocorreu quando Magda e o presidente anterior, Flávio Canedo, estavam em viagem aos Estados Unidos. Naquele momento, eles disseram que foram pegos de surpresa com o anúncio. Antes, eles divulgaram nota de “silêncio” sobre o ocorrido. “Silêncio fala mais que mil palavras”, foi o posicionamento oficial dos ex-presidentes do PL no dia que a posse de Vitor Hugo foi anunciada.

Tempos depois, aliados de Magda garantiram que ela retornaria à presidência do partido após a eleição para o governo de Goiás deste ano. O próprio Vitor Hugo não desmentiu as informações. “Se eu perder, eu não tenho essa gana de ficar.”

Ele disse que não tinha pretensões partidárias e que só assumiu a presidência para dar unidade ao projeto de disputa ao Palácio das Esmeraldas. “Eu preferia não estar à frente de nenhum partido, preferia estar voltado para a eleição, para o governo, para a confecção do plano de governo. Não tenho paixão pela vida partidária”, destacou.

Clima

Magda assumiu a liderança da sigla no último dia 8 de maio no lugar do marido, Flávio Canedo. Nos bastidores, o clima já era de insatisfação dentro da legenda, uma vez que Vitor Hugo foi lançado como pré-candidato ao governo por imposição do presidente Bolsonaro.

A ex-presidente do PL articulava há meses para que o partido apoiasse a pré-candidatura do ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Gustavo Mendanha (Patriota) e Vitor Hugo teria sido imposto sem conversar com as bases do partido, revelaram interlocutores ao O Hoje.

Inclusive, no fim de maio – já fora da presidência – Magda afirmou que estaria com o ex-prefeito de Aparecida. “Já mostrou serviço, capacidade e competência, e Goiás quer mudança”, disse. “É a minha escolha.”

No fim das contas, nem Mendanha e nem Vitor Hugo conseguiram levar o governador Ronaldo Caiado ao segundo turno. O atual mandatário foi reeleito em 2 de outubro com 51,81% dos votos, enquanto o ex-prefeito de Aparecida marcou 25,2% e o deputado federal 14,81%, mesmo sendo o candidato de Bolsonaro em Goiás – no Estado, o atual presidente teve 58,71% dos votos válidos no segundo turno contra 41,29% de Lula (PT), vencedor do pleito.

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